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Nike rompe com Manny Pacquiao após declarações homofóbicas

Getty Images

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Manny Pacquiao foi muito admirado no caminho para a Luta do Século do ano passado com Floyd Mayweather. Pacquiao era o temeroso a Deus congressista das Filipinas, que reformulou seus gostos por jogo e mulheres. Mayweather abusou de mulheres e usou o rótulo de curado. A luta foi um fracasso no ringue, mas a narrativa rendeu um recorde de 4,6 milhões de assinaturas de pay-per-view e US$ 600 milhões em receita total.

Agora, as crenças religiosas de Pacquiao estão atingindo seu bolso após ele ter dito que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são “piores do que animais” no meio de uma campanha para o Senado nas Filipinas. A gigante esportiva Nike rompeu seu contrato de patrocínio com Pacquiao e divulgou a seguinte declaração:

“Nós achamos os comentários de Manny Pacquiao detestáveis. A Nike se opõe fortemente a discriminações de qualquer tipo e tem um longo histório de apoio e luta pelos direitos da comunidade LGBT. Nós não temos mais um relacionamento com Manny Pacquiao.”

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Esta não é a primeira vez em que a Nike deixou Pacquiao como patrocinadora. A empresa não renovou sua parceria após ter expirado no final de 2012. Houve pedidos para que a Nike rompesse com Pacquiao na primeira metade daquele ano quando ele fez comentários similares sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo, mas a Nike esperou para ver a performance de Pacquiao no ringue. Não foi boa. Ele perdeu suas duas lutas, incluindo um nocaute devastador nas mãos de Juan Manuel Marquez em dezembro de 2012. Quase todos os patrocinadores de Pacquiao se afastaram naquele momento.

Pacquiao retornou ao ringue em novembro de 2013 e conquistou duas vitórias consecutivas, o que fez com a Nike retomasse o patrocínio no segundo semestre de 2014. A empresa então lançou uma linha de moletons e camisetas em abril de 2015 à frente da fase Mayweather. A campanha de Pacquiao esperava que vitória contra Mayweather faria as vendas de peças da linha da Nike estourarem e que o lutador teria uma participação nos lucros. Em vez disso, Pacquiao teve uma performance fraca contra Mayweather e culpou um machucado no ombro. As vendas da linha foram limitadas e espera-se que os direitos gerem menos de US$ 1 milhão neste ano para o lutador.

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O filipino foi o segundo atleta mais bem pago do mundo no ano passado, com ganhos de US$ 160 milhões. Ele ganhou US$ 12 milhões fora dos ringues com patrocínios, licenciamentos e aparições. A luta com Mayweather aumentou os ganhos de sua carreira para US$ 485 milhões. Patrocínios representam menos de 10% deste total. Pacquiao vai enfrentar Timothy Bradley pela terceira vez no dia 9 de abril. Pacquiao diz que será sua luta final para que ele possa se concentrar em sua carreira política.

Pacquiao evocou sua religião em suas primeiras desculpas relativas a seus comentários homofóbicos: “eu prefiro obedecer ao comando de Deus do que obedecer ao desejo da carne. Eu não estou condenando ninguém, estou apenas dizendo a verdade do que a Bíblia diz.” Ele completou com uma segunda explicação através de um vídeo nas redes sociais: “eu sinto muito por ter magoado as pessoas ao comparar homossexuais a animais. Peço que os que eu magoei me perdoem.”

Pacquiao juntou-se a outros atletas envoltos em escândalos que foram deixados pela Nike: o ciclista Lance Armstrong, o running back Adrian Peterson, o quarterback Michael Vick, o running back Ray Rice e o corredor Oscar Pistorius.

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