Negócios

Robôs inspirados em baratas podem ser o futuro do resgate

robo barata

Acredite ou não, logo mais nós nos veremos gratos pelo poder que as baratas têm de atravessar as frestas e rachaduras das paredes. Inspirado nelas, o Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia desenvolveu um protótipo de robô-resgate que poderá dar mais segurança aos seres humanos em uma situação caótica de entulhos, como as de terremotos ou outros desastres.

O líder do estudo, Kaushik Jayaram, explicou que o exoesqueleto do inseto Periplaneta americana fica cerca de 10 milímetros do chão, mas ainda assim pode ser ainda mais comprimido para baixo e chegar a até um décimo disso. “É uma altura equivalente a duas moedas de um centavo empilhadas”, exemplificou.

VETA TAMBÉM: 19 países que mais terão prejuízo com o zika vírus

Durante o processo de criação, a equipe descobriu que a força de compressão das baratas é equivalente a 300 vezes o seu peso corporal. Jayaram, que desenvolveu o projeto inicialmente em origami junto ao professor Robert, do Laboratório de Poly-PEDAL, em Berkeley, percebeu também que os insetos não são somente flexíveis e resistentes, mas também um modelo ideal para a circulação consistente e rápida em um ambiente instável. “As baratas são impressionantes. Podem correr extremamente rápido entre uma abertura de aproximadamente 6 milímetros por 12 milímetros, simplesmente por conseguirem alocar suas patas para as laterais. Elas também utilizam os atritos da superfície e caminham até 20 comprimentos de seu próprio corpo por segundo”, explicou.

A equipe do laboratório de Poly-PEDAL tem examinado diferentes métodos biológicos para que a pesquisa auxilie na movimentação e nas buscas de pistas sobre como os seres humanos melhor se portam quando não estão sozinhos em situações caóticas. Assim como reportado pela “Scientific American”, as pesquisas que envolvem robôs têm saído do “tradicional” e não contam mais com estruturas físicas rígidas, mas flexíveis e mais sensíveis ao toque. Este é o caso de Cecilia Laschi, da italiana Sant’Anna School of Advanced Studies, por exemplo. Ela passou um ano estudando e refinando os “tentáculos artificiais”, usando fios e molas para imitar a musculatura humana. Laschi tinha o intuito de chegar a um dispositivo “capaz de ondular, alongar, encolher, endurecer e enrolar de uma forma realista – completamente diferente de qualquer outro robô”.

E TAMBÉM: 5 grandes recalls do mundo da tecnologia em 2015

A demanda de robôs comerciais e industriais com habilidades motoras mais refinadas é crescente. Em 2014, a Bloomberg citou estimativas de pesquisa de mercado da Allied: o mercado pode, em um futuro próximo, ter robôs industriais capazes de lidar melhor com alguns materiais do que os seres humanos. Aparentemente, esta época pode estar mais perto do que se imagina.

Comentários
Topo