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Dona do “American Idol” declara falência nos Estados Unidos

Getty Images

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A Core Media Group, companhia por trás dos reality shows “American Idol” e “So You Think You Can Danece”, nos EUA, acaba de declarar falência no país.

A Core foi fundada há dez anos e recentemente se juntou a um fundo de investimentos pertencente à Fox 21th Century e à Apollo Global Management.

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No entanto, com a última edição de “American Idol” chegando ao fim neste ano, há uma crise financeira. No pedido de falência, apresentado ao Banco de Nova York, a companhia alega dever US$ 398 milhões a fornecedores. Com pouco mais de US$ 73 milhões em imóveis e US$ 10 milhões em caixa, a Core não tem recursos possíveis para evitar a bancarrota.

Simon Fuller, criador do “American Idol”, é o principal investidor da Core e com quem a companhia tem um débito de US$ 3,37 milhões. O pagamento, demandado por Fuller no dia 11 de abril deste ano, é um dos fatores que levou a empresa a pedir a falência. Fuller se desligou da Core em 2010, saindo com uma parte das ações da companhia e com pagamentos para prestação de consultoria.

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O segundo maior investidor e também ex-diretor da companhia, Marc Graboff, deveria receber US$ 1,32 milhão por seus investimentos. Algumas companhias também têm débitos a serem pagos pela Core, incluindo a Sony Pictures e a Fox Broadcasting.

Com o passar dos anos, a missão da empresa passou de administrar propriedade intelectual de celebridades como Elvis Presley e Muhammad Ali para cuidar dos direitos de gravação daqueles que apareceram do “American Idol”, como Kelly Clarkson e Carrie Underwood.

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De acordo com uma declaração feita à Corte norte-americana, ainda que a companhia tenha alcançado sucesso durante bons anos, seu declínio financeiro, que acompanhou a queda da audiência de seus reality shows, é a responsável pela perda de grandes quantidades de dinheiro.

A companhia alega que a estrutura de seu capital é agora “insustentável”, dado à impossibilidade de se substituir um sucesso como foi “American Idol”. Em 2014, os ganhos com o programa caíram mais de US$ 15 milhões em relação ao ano anterior, incluindo a perda de patrocínios milionários da Coca-Cola e da AT&T.

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