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Despenca licenciamento de carros importados e sobe exportação

A Jeep foi a montadora que registrou maior aumento de vendas nos primeiros quatro meses de 2016  (Getty Images)

A Jeep foi a montadora que registrou maior aumento de vendas nos primeiros quatro meses de 2016 (Getty Images)

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, anunciou que houve queda nas vendas de veículos no primeiro quadrimestre de 2016, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O começo de 2016 também foi de queda de 25,4% na produção. Saíram das fábricas 632.424 veículos, 215.495 a menos do que no primeiro quadrimestre de 2015.

Entre os importados, o período registrou queda de 37,4% no licenciamento. Foram 93.563 unidades, contra 149.573 veículos registrados no mesmo período do ano passado. Uma semana depois de completar um ano da fábrica brasileira, a Jeep, da FCA, foi a montadora que registrou maior aumento de vendas nos primeiros quatro meses de 2016 – equivalente a 879,5%. Foram 17.720 carros comercializados de janeiro a abril de 2016. A Hyundai apresentou crescimento em vendas de 3,5%, com 52.191 unidades licenciadas. Já a Peugeot registrou estagnação em 0,2%, com 7.884 carros emplacados.

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No segmento de veículos nacionais, a queda também foi bastante expressiva, equivalente a 27,7%. Em oposição aos 861.867 carros registrados no primeiro quadrimestre de 2015, cerca de 623.301 foram licenciados no mesmo período deste ano.

A Anfavea destacou, porém, o crescimento no número de automóveis brasileiros exportados. As vendas para fora do país, em comparação ao primeiro quadrimestre de 2015, cresceram 26,2%. Foram 128.286 unidades comercializadas de janeiro a abril de 2016.

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“Apesar dos números gerais não serem bons, a exportação brasileira é sempre uma alternativa para manter a produção fluente e auxiliar na asseguração dos empregos”, diz Antonio Megale, diretor da entidade.

Quanto às previsões para o restante do ano, o diretor diz preferir aguardar o cenário político e, consequentemente, econômico se “acalmar”. “Independentemente do futuro, o que garantimos ser necessário é um bom canal de comunicação com o governo federal, assim como perdir atenção para com a indústria. A salvação está em medidas que impactem e ampliem a confiança do consumidor”, completa Megale.

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