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Falcon 8X terá 4 de suas primeiras 25 unidades vendidas no Brasil

O único centro de serviços próprio da Dassault Aviation na América Latina fica no Brasil, no aeroporto de Sorocaba (SP). Lá estão, no momento, 6 milhões de dólares em peças estocadas – e até as Olimpíadas chegarão mais 4 milhões. Na crise, a companhia resolveu investir no país: “Olhamos para o longo prazo, não para o curto prazo. O Brasil vai se recuperar”, aposta Rodrigo Pesoa, diretor geral de Vendas para a América Latina da empresa. O otimismo de Pesoa tem base: a Dassault está prestes a lançar a próxima geração de seu jato executivo de alto luxo, o Falcon 8X, e, das 25 unidades já vendidas, 4 virão para o país. Cada aeronave custa em torno de 60 milhões de dólares. “Cedo ou tarde, o Brasil voltará à normalidade econômica”, afirma Pesoa.

O novo carro-chefe da Dassault é um jato de ultra-longo alcance, atualmente em estágio final de testes de voo e programa de certificação. Todos os sistemas, incluindo os de controle de voo hidráulicos e elétrico digitais, obtiveram desempenho acima do esperado, mesmo durante as provas mais severas, como quando submetidos a temperaturas abaixo de 30ºC negativos.

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O Falcon 8X tem autonomia de voo de 11.945 km, o que garante voar de São Paulo a qualquer ponto dos EUA sem escalas. Também possui a cabine mais longa de sua família: 13m de comprimento, com 1,88m de altura e 2,34m de largura.

O novo jato será equipado com três motores Pratt and Whitney Canada PW307D, similares ao do Falcon 7X. Isso, aliado ao novo tanque e aos avanços aerodinâmicos e de materiais, permite que ele voe com oito passageiros e três tripulantes. A aeronave também teve a asa redesenhada para minimizar o arrasto total, ao mesmo tempo que a deixou com 272 kg a menos.

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A Dassault está no Brasil, com escritório próprio, desde 1996, quando abriu sua sede em São Paulo. Neste ano, ela completa 100 anos de existência. A companhia ainda hoje é gerida pela família fundadora, o que a torna a única do mundo nessa condição. A empresa vendeu sua primeira aeronave no Brasil em 1978 e, desde então, expandiu bastante suas operações por aqui.

A fabricante é a única do planeta que produz tanto jatos executivos quanto caças de alta performance (o Rafale, por exemplo). Dos clientes da companhia, 80% são grandes empresas ou famílias que possuem grandes negócios; 10% são governos e o restante são pessoas físicas e instituições.

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Nos últimos 100 anos, a Dassault entregou mais de 8.300 aeronaves e produziu mais de 100 protótipos. O marco inicial da companhia fundada por Marcel Dassault está relacionado a um dos maiores episódios da história da França: a Batalha de Verdun, em 1916, na 1ª Guerra Mundial. A vitória estratégica francesa nesse episódio teve participação fundamental de sua força aérea, equipada com as hélices L’Eclair, criadas por Dassault. Foram as primeiras hélices produzidas em massa da história.

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