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Como os herdeiros da Barilla estão tirando vantagem da moda do macarrão

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Receitas com massa estão fazendo sucesso. De espaguete a petiscos de macarrão com queijo, a internet sempre inventa um jeito novo de usar esse prato. Na verdade, depois de quatro anos sem pesquisar o termo, as pesquisas pela massa estão muito mais frequentes. Rigatoni, por exemplo, foi pesquisado 26% mais de janeiro de 2015 a janeiro de 2016, de acordo com o Relatório de Tendências Alimentícias do Google. Segundo o relatório: “É hora dos marqueteiros darem atenção ao macarrão. Há um interesse crescente em uma variedade de receitas, e consumidores estão cada vez mais procurando novas ideias para suas aventuras gastronômicas.”

Essa é uma boa notícia para a Barilla, que é a maior marca de massas do mundo, com US$ 3,5 bilhões em vendas, e para seus quatro herdeiros milionários, os irmãos Guido, Paolo, Luca e Emanuella. Guido Barilla é o CO mais antigo da empresa, enquanto Paolo e Luca o ajudaram a cuidar da companhia por décadas. Cada um tem aproximadamente uma fortuna de US$ 1,5 bilhão.

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Com 30% do mercado de macarrão nos EUA e 10% das vendas mundiais, Barilla se considera em uma posição ideal para crescer, particularmente em áreas de nicho. Para aumentar seu alcance de mercado, a marca tem investido em pesquisa e desenvolvimento, e recentemente gastou US$ 26 milhões para expandir sua produção de macarrão.

De acordo com a Euromonitor, o consumo global de macarrão sem glúten cresceu 89% nos últimos cinco anos e especialistas esperam que cresça mais 43% até 2020. A venda de macarrão orgânico cresceu 53% desde 2010 e a Euromonitor prevê um crescimento de mais 30% até 2020.

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“O principal objetivo dos fabricantes é conseguir novos consumidores, particularmente em mercados em constante crescimento onde pessoas ainda estão acostumadas a cozinhar arroz e miojo, mas não sabem como fazer macarrão”, diz a analista da Euromonitor, Jack Skelly, que diz ainda que pode ser difícil para a Barilla impulsionar suas vendas signitivamente, dado que o total de vendas da marca cresceu apenas 2% nos últimos 5 anos. Skelly prevê que as companhias vão desenvolver mais opções como macarrão instantâneo ou kits com molho, carne e queijo, lançados nos EUA pela Barilla.

Quando se trata de marketing, a Barilla vem liderando uma campanha de marketing compreensiva para dizer que “comer macarrão não é tão ruim quanto te falam”. A empresa foi uma principais financiadoras (junto com o governo italiano e a fundação Pfizer) de dois estudos sobre a dieta italiana, acompanhando a alimentação de 23,000 pessoas. Os resultados, lançados na semana passada, têm uma mensagem simples: a perda de peso está associada com aqueles cujos 10% das calorias diárias vem de um prato de macarrão.

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O ponto é que o estudo foi feito no contexto da dieta mediterrânea, cuja base consiste na ingestão de peixes, vegetais e óleo de oliva e é uma das dietas mais saudáveis ao redor do mundo. A Barilla também lançou uma série de vídeos chamada “While The Water Boils” (“Enquanto A Água Ferve” em tradução livre), que tem a participação do cientista e apresentador Bill Nye e da estilista Rachel Zoe.

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