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Eduardo Saverin é o terceiro maior bilionário de Cingapura

(Getty Images)

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Em um mundo pós-Brexit, com ativos em risco sob pressão, Cingapura está se preparando para outro ano de crescimento morno. Espera-se que a economia da ilha, baseada na exportação de bens, cresça entre 1% e 3% em 2016, de acordo com um estudo recente feito pelo governo do país. Refletindo isso, a fortuna média dos 50 mais ricos de Cingapura é de US$ 94,6 bilhões, meros 2,4% a mais que no ano passado.

O cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, morador de Cingapura e investidor anjo, se tornou o 3º da lista devido a um crescimento de 38% das ações da empresa no último ano. Atualmente, o brasileiro tem uma fortuna avaliada em US$ 7,3 bilhões.

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Os irmãos Robert & Philip Ng, que controlam a Far East Organization, maior incorporadora privada de Cingapura, lideram a lista FORBES dos mais ricos do país. Eles mantiveram o posto de número 1 pelo sétimo ano consecutivo apesar do mercado imobiliário viver um marasmo desde 2003. Um terço das 50 maiores fortunas vem do setor imobiliário, graças aos lucros robustos vindos das unidades de Hong Kong.

No geral, bilionários com ativos no exterior, como o número 2 Kwek Leng Beng e Chua Thian Poh, saíram-se melhor do que outros. Três novas pessoas passaram a integrar o ranking esse ano, incluindo um empresário do setor da tecnologia, Min-Liang Tan, cofundador da marca de acessórios para games, Razer. O novato mais rico é o bilionário do ramo do petróleo e do gás Arvind Tiku. O portfólio da sua empresa, AT Holding, inclui bens no Cazaquistão e sua terra natal, a Índia.

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Enquanto o dólar de Cingapura continua com o mesmo valor, o mercado de ações caiu 10% desde o ranking FORBES de 2015. O magnata da tinta Goh Cheng Liang, cujas ações da empresa caíram, é o maior perdedor do ano, tendo perdido US$ 1,2 bilhão de patrimônio líquido. A desaceleração dos empréstimos também afetaram os ricos do país, incluindo Wee Cho Yaw do United Overseas Bank, o terceiro maior credor do país. A fortuna do falecido Lee Seng Wee, banqueiro e antigo chairman do banco OCBC, agora está no nome de seus herdeiros.

Sem surpresas, três das quatro pessoas que saíram do ranking do ano passado são bilionários do setor imobiliário, incluindo Ching Chiat Kwong, cuja empresa Oxley é conhecida por construir apartamentos minúsculos.

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