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A lição de marketing para aprender com o “’Pokémon GO”

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É inegável que o Pokémon GO se tornou um fenômeno, baixado por dezenas de milhões de pessoas nos primeiros 30 dias em que esteve na Apple Store e na Google Play dos Estados Unidos, o que o tornou o maior jogo para dispositivos móveis da história do país.

O app usa a função de geolocalização dos smartphones e encoraja o usuário a caçar Pokémons virtuais, que aparecem em localizações aparentemente aleatórias. Pelo menos é isso que os desenvolvedores do jogo querem que os jogadores pensem. Eles estudaram os mapas no Google Maps durante anos para encontrar lugares interessantes e intuitivos para caçar os monstros virtuais. O jogo, claro, também tem localizações patrocinadas.

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Companhias e marqueteiros ao redor do mundo já estão trabalhando duro para entender o sucesso do Pokémon GO. No Japão, berço da franquia, o McDonald’s se tornou o primeiro patrocinador do jogo, convertendo cada uma de suas quase 3.000 lojas em Pokéstops (locais no mundo real em que os jogadores podem visitar para coletar objetos virtuais que ajudam os “treinadores Pokémons” em suas jornadas) ou academias Pokémon, onde jogadores podem fazer seus monstrinhos virtuais batalharem entre si.

Essa mistura do mundo real e virtual é o epicentro do que os especialistas chamam de experiência “Digical”. Ela pode ser um termostato virtual que adiciona uma nova dimensão à sua casa ou ao sistema MyMagic+, da Disney, que permite aos visitantes que aproveitem o parque de um jeito completamente diferente. Grandes companhias estão usando uma combinação de matemática e marketing para surpreender seus clientes.

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Bons marqueteiros sabem colher dados para descobrir o que irrita e o que agrada aos seus clientes. Eles usam essas informações digitais para melhorar qualquer experiência que seus clientes tenham ao interagir com suas marcas no mundo real. As companhias mais bem sucedidas usam essa tecnologia para criar um laço com seus consumidores, que se sentem como se a empresa os conhecesse e se preocupasse com eles. E mais: esse constante tráfego de dados entre o mundo real e o offline pode ajudar uma companhia a se adaptar rapidamente ao gostos mutável dos clientes.

A verdade é que enquanto certas indústrias estão melhor posicionadas para prosperar nesta colisão entre o real e o virtual, todos os cantos do comércio do século 21 envolvem algum tipo de combinação entre os fatores digitais e físicos. Para as pessoas do marketing que encontram esse equilíbrio, o resultado é um tipo de mágica cibernética que permite às companhias que não só personalizem e aperfeiçoem as experiências proporcionadas, mas também pratiquem esse ciclo incansável de teste, aprendizado e adaptação que ajudou tantas companhias de tecnologia a encontrar o sucesso.

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