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Apple pode comprar a startup de veículo elétrico Lit Motors

C-1, um protótipo de duas rodas que conseguiu uma certa fama ao fazer parte dos veículos expostos em uma convenção de San Francisco.

C-1, um protótipo de duas rodas que conseguiu uma certa fama ao fazer parte dos veículos expostos em uma convenção de San Francisco.

A Apple pode até estar planejando comprar a montadora britânica McLaren para trazer à tona seus projetos de construir seu próprio automóvel, mas essa não foi a única companhia com a qual a gigante da tecnologia entrou em contato nos últimos meses.

A Apple tem realizado várias reuniões com a Lit Motors, uma empresa de San Francisco que constrói uma motocicleta elétrica fechada. Segundo fontes próximas, a gigante de tecnologia se reuniu com o CEO da Lit, Daniel Kim, no início deste ano, para discutir uma potencial aquisição. A Apple não quis comentar o assunto, assim como Kim, que também se recusou a se pronunciar.

O interesse na Lit Motors mostra que a Apple segue à procura de inspiração para o seu programa de desenvolvimento de um automóvel, conhecido internamente como Project Titan. No mês passado, o jornal “The New York Times”, que primeiro detalhou o interesse da Apple na Lit, na última quarta-feira (21), informou que dezenas de funcionários deslocados para o projeto haviam sido demitidos.

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A Apple mantém o foco no desenvolvimento de um carro autônomo para disputar mercado com concorrentes como Uber, Tesla Motors e Alphabet.

A visão da Lit Motors para transporte é diferente dos carros sem motoristas desenvolvidos pelas empresas do Vale do Silício. Fundada em 2010, a companhia é a “filha” de Kim, um formado pela Rhode Island School of Design que queria construir um veículo menor e mais eficiente. Essa ideia resultou no C-1, um protótipo de duas rodas que conseguiu uma certa fama ao fazer parte dos veículos expostos em uma convenção de San Francisco.

Apesar da grande visão de Kim, poucos investidores se mostraram dispostos a investir na companhia. Em seis anos, Kim arrecadou menos de US$ 5 milhões – uma quantia pequena no mundo das startups – com capital inicial vindo de amigos e família. Em março de 2014, a companhia acumulou um montante de US$ 1 bilhão, com investimentos de empresários como Mark Pincus, o fundador da desenvolvedora de jogos Zynga, o bilionário coreano Kim Jung-Ju e o surfista profissional Kelly Slater. Meses depois, o CEO da Alphabet também investiu parte de seu dinheiro na Lit, embora a quantia doada não tenha sido divulgada.

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No verão de 2014, a Lit tinha mais de 30 empregados e empreiteiros e atraía mais de 1.100 veículos em pré-encomenda. Quando FORBES visitou a Lit em 2012, Kim estava confiante que os veículos da companhia seriam vendidos rapidamente. Ele também tinha o objetivo de enviar veículos para clientes ao redor do mundo em 2014.

Dois anos depois, Lit ainda não manufaturou um veículo sequer, mas já aceitava pré-encomendas, de acordo com um post feito em sua página no Facebook. O post rendeu reclamações de clientes, que disseram que estavam esperando para comprar seus veículos. Outros lamentaram o fato da companhia ter parado de fornecer atualizações regulares sobre o que estaria fazendo e se diziam preocupados com a empresa que, como as startups Fisker Automotive e Aptera, poderia desaparecer.

Parte do atraso podia ser atribuído a um acidente de moto sofrido por Kim que o deixou paralisado pela maior parte de 2015. Seguido desse incidente, a companhia foi colocada para “hibernar”, de acordo com uma fonte, com Kim demitindo a maioria dos empregados.

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O status atual da Lit não é nada claro. A companhia saiu de sua antiga sede e postou em suas mídias sociais que está “guardando protótipos em um local muito longe”. A empresa, todavia, diz que está 100% comprometida em trazer o C-1 ao mercado e planeja marcar uma data em que os veículos possam ser produzidos. Atualmente, o site da companhia lista apenas cinco empregados além de Kim.

Apesar dos problemas, a Lit mantém características-chave, incluindo um número de patentes por seu giroscópio, seu veículo que se assemelha a uma moto e sua tecnologia anti-colisão. A Apple pode estar interessada nesta propriedade intelectual em particular. Apesar dos boatos, um acordo com a companhia de Kim não está nem perto de ser fechado.

Parece que a Apple está interessada em uma reinicialização completa de seu programa de veículos e não está procurando ajuda apenas no Vale do Silício. Na última quarta-feira (21), o jornal “The Financial Times” foi o primeiro a noticiar que a gigante da tecnologia estava conversando com a McLaren sobre uma possível aquisição. Outras mídias reportaram que outras possibilidades como um investimento ou uma parceria também estavam sendo discutidas.

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