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Bilionário Carlos Slim vai analisar compra da Oi, afirma genro

Getty Images

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A America Movil, companhia telefônica do bilionário mexicano Carlos Slim, mostrou interesse na compra da Oi, de acordo com o porta-voz do empresário, seu genro Arturo Elías Ayub. No Brasil, a empresa controla a NET e a Claro. “Não existe conversa ainda. Quando as ações da Oi estiverem a venda, vamos analisá-las. Não existe um interesse específico, mas também não somos contra a ideia”, afirmou o executivo.

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Informações de que a America Movil, a maior empresa de telecomunicações wireless e provedora de TV a cabo da América Latina, estaria interessada em comprar algumas ou todas as operações da Oi, a quarta maior empresa de wireless do Brasil, foram primeiramente divulgadas pelo jornal “Valor Econômico”.

Em uma entrevista realizada no dia 21 de setembro, Daniel Hajj, CEO da America Movil e também genro de Slim, revelou que estaria de olho em adquirir operações da Oi, sendo a companhia dividida ou não em uma reestruturação determinada por lei. Ele afirma também, que sua empresa está muito interessada em participar nesta consolidação do mercado de telecomunicações brasileiro.

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Em junho, a Oi entrou com pedido de recuperação judicial de R$ 65,4 bilhões, o maior já registrado no país, de acordo com a Reuters. No seu plano de recuperação judicial, a Oi apontou vendas de ações em potencial, incluindo banco de dados, redes de fibra ótica e operações telefônicas.

Para alguns analistas, o interesse da America Movil na Oi pode significar uma mudança da empresa telefônica latino-americana do México para o Brasil, o segundo maior mercado da Movil depois de seu país de origem.

“A lógica da companhia para esta mudança é devido ao fato de que as medidas regulatórias tomadas para intensificar a competição no mercado mexicano tem enfraquecido a posição de mercado da empresa e resulta em baixos lucros’’, diz Zacks, uma companhia de pesquisa de investimentos de Chicago.

Um conjunto de reformas no mercado de telefonia mexicana destinadas para aumentar a competição, iniciadas no ano passado, desencadearam um processo para romper o monopólio criado por Slim. A America Movil controlava 70% das companhias telefônicas móveis e 80% das linhas fixas.

Como resultado, a companhia mexicana tem enfrentado competidores. No ano passado, a AT&T Inc, antiga parceira da America Movil, comprou a Iusacell e a Nextel, a terceira e quarta maiores companhias wireless do México.

Mas para a America Movil conseguir materializar o que aparenta ser um interesse inicial no mercado brasileiro, a Oi primeiramente deveria concluir sua reorganização judicial e o Congresso brasileiro teria que aprovar uma nova lei de telecomunicações ainda no primeiro semestre de 2017.

Ainda que comprar companhias com valores baixos no mercado atual seja consistente com a estratégia de Slim, é uma manobra arriscada para a empresa mexicana uma vez que o futuro legal da Oi permanece desconhecido.
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