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Bilionário Jim Breyer conta o que ele procura na hora de investir em uma startup

Jim Breyer

Há três décadas na capital de risco, o bilionário investe em equipes com humildade e confiança (Getty Images)

“Humildade, confiança, uma boa equipe, entendimento sobre competições, mas, acima de tudo, ser apaixonado pelo o que você está fazendo”, afirmou Jim Breyer, CEO e fundador da Breyer Capital, sobre o que ele procura quando vai investir em startups.

O veterano de três décadas de capital de risco disse a FORBES no evento “Under 30 Summit” que, depois da sua graduação na Harvard Business School em 1987, ele se juntou à empresa Accel Partners, também de capital de risco, onde ele ficou por 28 anos e liderou o grande financiamento para o Facebook em 2005. Na época, a rede social foi avaliada em aproximadamente US$ 100 milhões, apesar de só ter 10 funcionários, 700.000 usuários estudantes e nenhum modelo de receita.

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No entanto, 48 horas antes da sua reunião com Mark Zuckerberg, Breyer decidiu que ele estaria voltando 20 anos no tempo e desistiu. “Mark resume muito bem o que nós capitalistas de risco procuramos”, explica Breyer. “Coragem e intensidade, não ter medo de estar errado, inovação.” A Accel Partners acabou pagando US$ 0,50 centavos por ação para os investimentos do Facebook.

Atualmente, a rede social vale US$ 360 bilhões e suas ações valem pelo menos US$ 130 cada. A Accel Partners era a sua segunda maior acionista, atrás apenas de Zuckerberg com seus US$ 100 bilhões, mais IPO, em 2012. Breyer era da equipe do Facebook até 2013, e começou sua própria empresa, a Breyer Capital, em 2006. Desde então, ele investiu na Etsy, Oscar Health e na Legendary Entertainment, que foi comprada pelo conglomerado chinês Dalian Wanda Wang Jianlin por US$ 3,5 bilhões no começo do ano de 2016.

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Breyer passou os primeiros anos da sua vida em um casa de funerais. Aquele era o único lugar em que seus pais, que saíram da Hungria durante a revolução de 1956, e chegaram ao Estados Unidos com US$ 5 no bolso, podiam pagar. Breyer foi para Stanford, onde ele trabalhou na Hewlett-Packard como estudante, e conseguiu um emprego de verão na Apple depois de mandar uma carta ao Steve Jobs.

Graças aos seus investimentos bem sucedidos, Breyer tem uma fortuna de US$ 2,6 bilhões e está na décima primeira colocação na “Midas List” de FORBES, lista dos maiores investidores em tecnologia. Olhando para o futuro, Breyer diz que inteligência artificial e análises de dados serão a chave para o sucesso. Ele cita o Headspace, um aplicativo que é um guia de meditação que a Breyer Capital tem ações. A companhia usa as análises de dados para rastrear todos os pontos de meditação, para descobrir quais medidas estão funcionando e quais não estão, quanto tempo as sessões duram, e qual a frequência com que os usuários deveriam participar.

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“Se não houver um componente de inteligência artificial ou uma análise de dados nessa equipe, eu não vou investir”, afirma Breyer. Seu outro foco é a China, onde ele se aventurou pela primeira vez em 2005. Em julho, a IDG Capital Partners (um dos primeiros investidores da Baidu e da Tencent) anunciou em parceria com a Breyer Capital que vai investir um fundo de US$ 1 bilhão na segunda maior economia do mundo.

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