Twitter faz propaganda publicitária após diminuição no interesse da sua venda

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Empresa lança campanha para aumentar o número de usuários da rede (iStock)

O Twitter lançou uma nova campanha na última segunda-feira (10) em Nova York. A criação, que consiste em outdoors com pontos de exclamação e interrogação, é, aparentemente, um sinal do foco da empresa em “agora”, “ao vivo” e “o que está acontecendo”.

“Perguntas e respostas, declarações e tendências. Tudo isso está acontecendo neste exato momento no Twitter em todo o mundo”, escreveu a chefe de marketing da empresa Leslie Berland em uma publicação no seu blog sobre a campanha.

Os anúncios podem ser encontradas nas plataformas dos metrôs e em ruas da cidade dos Estados Unidos.

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O Twitter vai anunciar seus ganhos do terceiro trimestre no dia 27 de outubro. Este ano foi muito difícil para a companhia, cujos investidores estão insatisfeitos com o crescimento baixo da companhia. Mas, a empresa está investindo num marketing de seu próprio valor.

Em julho, o Twitter anunciou um estudo onde 90% das pessoas reconhecem a marca da empresa. Estas pessoas também disseram que um dos principais problemas com a plataforma era que eles não sabiam porque usá-la. A campanha “o que está acontecendo” serve para atrair usuários com o objetivo de reviver a plataforma.

“Ele continuará a ser visto se a publicidade for o jeito correto de atrair esses usuários, mas experimentar múltiplas mídias é uma estratégia de aquisição sensata que tenta aumentar o número máximo de pessoas na plataforma”, afirmou Ben Foster, relações públicas da Ketchum Digital, em um email para o site “Mashable”.

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O Twitter não é a primeira grande empresa de rede social utilizar a exposição dos outdoors. O Snap Inc., anteriormente conhecido como Snapchat, é fã de campanhas publicitárias ao ar livre. Recentemente, eles deram uma prévia de seu primeiro produto de hardware Spectacles, mas eles também fazem outdoors de filtros e do próprio logo. O Snapchat passou o número diário de usuários ativos do Twitter nos últimos tempos.

O CEO do Twitter Jack Dorsey usou o “live” para dar seu grito de guerra em um memorando interno, obtido pelo site Bloomberg. “Nós somos limitados apenas pelo nosso senso de urgência. A vida é curta. Todo dia conta. E as pessoas que usam o Twitter todo dia merecem o nosso melhor”, escreveu Dorsey em um comunicado interno de 408 palavras.

Mesmo que o Twitter consiga mais usuário, a companhia não consegue impressionar os investidores. O debate presidencial do último domingo (9) foi o mais “tuitado” da história, gerando 17 milhões de postagens relacionadas ao tema.

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O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump deu o seu próprio aval sobre o serviço durante o seu debate, quando Hillary Clinton citou suas postagens na rede social às 3h da madrugada, razão pela qual ele não serve para o cargo.

“Tuitar é uma forma de comunicação dos dias modernos. Quer dizer, você pode gostar ou não gostar dele. Eu tenho, entre Facebook e Twitter, mais de 25 milhões de pessoas. É
um meio de comunicação muito efetivo”, afirmou Trump.

As ações do Twitter fecharam a US$ 18, 12% a menos na última segunda-feira (10). A lista de possíveis compradores para a empresa diminuiu consideravelmente. O Google, a Salesforce e a Disney estavam interessados em fazer uma aposta na empresa, mas agora apenas a Salesforce continua interessada, para a infelicidade dos seus acionistas.

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Para a Salesforce, o poder está nos dados e nas conexões da marca. “ É uma enorme plataforma de serviço para os consumidores”, afirmou o CEO da empresa Mark Benioff para o jornal “The New York Times”. “Esta não é uma razão para comprá-lo, mas eu não estou dizendo que não pensamos em adquiri-lo.”

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