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Cervejaria enfrenta boicote após declaração de bilionário a favor de Donald Trump

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Uma das cervejarias mais ricas dos Estados Unidos, a D.G. Yuengling & Son, Inc., de Pottsville, na Pensilvânia, está em uma situação delicada após declarar apoio ao candidato republicano à presidência do país, Donald Trump. Dick Yuengling, da quinta geração de donos da produtora de cervejas mais antigas dos EUA, declarou a Eric Trump, filho do candidato, que “nossa empresa está com seu pai. Precisamos dele na presidência.”

A declaração foi bastante criticada nas redes sociais e os clientes resolveram promover um boicote à marca.

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O representante da Câmara da Pensilvânia, o que equivale ao deputado estadual no Brasil, Brian Sims, um dos primeiros legisladores do Estado assumidamente gay, postou em seu Facebook um texto criticando a companhia. “Se a D.G Yuengling & Son, Inc. acredita que um candidato que é misógino, anti-imigrantes, anti-LGBT, anti-minorias raciais e anti-igualdade seja o melhor para eles, isso me diz tudo o que eu devo saber sobre o que eles acham melhor para os clientes”, desabafou Sims em sua rede social, onde assinou como “um cliente há 17 anos.” Sims pediu para que outros donos de estabelecimentos na Pensilvânia que fossem gays ou simpatizantes que se juntassem a ele no boicote à marca.

David Perruzza, gerente do JR’s Bar, em Washington, D.C., postou um vídeo em que aparece arrancando a placa da Yuengling em seu bar dizendo: “Quando as pessoas apoiam pessoas que não nos apoiam, então não os apoiamos.”

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Má publicidade é uma raridade para a Yuengling, que atingiu um estado cult na Pensilvânia e nos demais 18 Estados da costa leste do país. É também um erro raro para o bilionário Dick Yuengling, dono da companhia, que transformou uma cervejaria humilde de família em uma gigante de US$ 550 milhões (receita). Sua fortuna de US$ 1,9 bilhão o colocou na 361ª posição na lista Forbes 400, dos maiores bilionários dos Estados Unidos.

Em entrevista, Yuengling declarou seus motivos para apoiar Trump. Ao ser perguntado sobre suas preocupações relacionadas às filhas (que pretendem assumir a empresa no futuro), ele afirmou que sua maior preocupação não é a competitividade do mercado, mas sim a burocracia que envolve regulações e papeladas: “É horrível. Não precisamos que o governo nos diga o que fazer.”

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O empresário afirma também que os altos impostos dos Estados Unidos estão impulsionando as empresas estrangeiras. “Sou o dono da cervejaria mais antiga do país. Estou tentando competir com a Anheuser-Busch, que é belga, e eu tenho certeza que pagam bem menos do que a porcentagem que pago nos EUA. Como competir com isso?”, desabafa.

Agora com o boicote, Yuengling pode perder clientes fiéis para seus concorrentes, incluindo a Anheuser-Busch.
Ao comentar o caso, o empresário disse que ficaria feliz em receber Hillary Clinton para um tour na cervejaria, mas se negou a comentar mais: “Já disse o suficiente.”

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