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Brasileira Braskem consolida-se como gigante internacional

Empresa tem hoje 11 fábrica no exterior, que trazem 43% do seu faturamento de quase US$ 50 bi (Getty Images)

Empresa tem hoje 11 fábrica no exterior, que trazem 43% do seu faturamento de quase US$ 50 bi (Getty Images)

Apontada como a joia da coroa do grupo Odebrecht, a Braskem aditivou seus negócios no mercado externo com o recente início de operações do Complexo Petroquímico do México, que a empresa brasileira implantou em dobradinha com a mexicana Idesa.

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Antes mesmo da inauguração, em junho, a planta de US$ 5,2 bilhões já tinha 350 clientes, entre o México (deficitário em 70% de sua demanda de polietileno) e os Estados Unidos. A nova fábrica aumentou ainda mais as pretensões da maior empresa petroquímica das Américas: com quase o dobro do tamanho da vice-líder Pemex, a unidade mexicana encolheu a distância entre a Braskem, hoje a quinta do ranking global de resinas termoplásticas, e a Sabic, da Arábia Saudita, quarta colocada.

“Além de um mercado interno com grande potencial de crescimento, o México fortalece nossa posição nas Américas. Esta plataforma de produção nos permite ficar mais próximos dos nossos clientes, criando complementaridade e sinergia com nossas operações nos Estados Unidos, Brasil e Europa”, dimensiona Fernando Musa, presidente da companhia.

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A nova planta mexicana da Braskem é resultado do maior investimento privado realizado no México nos últimos anos. É também considerado o maior investimento industrial greenfield já feito por uma empresa brasileira no exterior. O complexo deve impactar fortemente no faturamento da companhia brasileira, que detém 75% de participação acionária na unidade. Em sua plena operação, a planta deve adicionar US$ 1,5 bilhão à receita anual da Braskem, fazendo as vendas no exterior ultrapassarem as do Brasil.

Ainda em 2016, a gigante brasileira deve inaugurar outra fábrica, em La Porte, no Texas (EUA). Será uma planta de polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM), uma resina conhecida comercialmente como Utec, já vendida no mercado americano há 10 anos. Ponto de partida do processo de internacionalização da Braskem em 2010, os Estados Unidos são o principal mercado externo da companhia brasileira, que já é a maior produtora de polipropileno em solo americano. Por isso, além da nova fábrica no Texas, podem vir mais investimentos no país. “Estamos avaliando a construção de uma sexta planta industrial para produção de polipropileno nos Estados Unidos, onde somos líderes e queremos intensificar nossa atuação”, antecipa Musa.

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Ao todo, a Braskem investirá em 2016 mais de R$ 3,5 bilhões em inúmeros projetos, estratégicos ou para manutenção de suas fábricas. “Temos atividades muito dinâmica e equipes bem engajadas em identificar novas oportunidades de negócio”, festeja o presidente da companhia.

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