Negócios

O perfil das multinacionais brasileiras em 2016

Um ateliê de conserto de máquinas de raio-X, montado por um imigrante alemão na década de 1920, deu origem a uma das 13 multinacionais brasileiras mais promissoras, de acordo com o estudo elaborado pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Em quase 100 anos, a empresa tornou-se responsável por 90% das exportações do setor neonatal do Brasil, em mercados tão diferentes como Índia, México e Oriente Médio.

LISTA: 13 multinacionais brasileiras mais promissoras em 2016

Esta companhia, a Fanem, é apenas um dos exemplos captados pelo Observatório de Multinacionais Brasileiras, coordenado pelo professor Gabriel Vouga. “A Fanem é uma empresa pequena que aposta em um produto inusitado e não deixa de inovar em um setor que é bastante forte”, diz Vouga, ao destacar o trabalho da empresa.

Desde 2013, o observatório reúne pesquisadores, professores e acadêmicos para monitorar a performance das empresas no exterior. Com base em resultados captados a partir de 2012, já analisou o desempenho dinâmico de cerca de 80 multinacionais brasileiras. “As companhias nacionais não estão acostumadas a trabalhar com universidades, como acontece nos países mais desenvolvidos, para acelerar e aprofundar o processo de estudo de mercado”, diz Vouga. “É uma questão cultural que vale a pena ser transformada.” A Fanem, por exemplo, é, ao lado da Embraer, uma das brasileiras que mais investem em tecnologia. A empresa revolucionou alguns tratamentos neonatais, como o para icterícia, com luzes ultravioleta.

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“As multinacionais brasileiras representam uma nova geração de empresas. Por serem menores, têm potencial para a modernidade e são mais ágeis para se internacionalizar”, afirma o turco Tamer Cavusgil, professor da Universidade de Geórgia, nos Estados Unidos, e diretor do Centro de Educação Internacional de Negócios e Pesquisa (Ciber, na sigla em inglês). Cavusgil, assim como Vouga, aposta no setor de alimentos e bebidas. “É uma combinação de vocação para a produção de alimentos e a sabedoria para usufruí-la”, diz. “No entanto, o setor de TI [tecnologia da informação] brasileiro vem acompanhando o movimento mundial, e as empresas têm se tornado mais competitivas. Sem dúvida, é um ramo em que vale a pena apostar, já que não há extrema necessidade de um grande número de funcionários, se comparado com uma fábrica.” Na lista do observatório, TOTVS e Stefanini tiveram destaque neste setor.

Veja na galeria de fotos alguns detalhes e números da pesquisa que compõe o perfil das multinacionais brasileiras:

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