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O segredo da brasileira Fibria para se transformar em uma multinacional de R$ 10 bi

Brasileira produz cerca de 5,4 toneladas de celulose anualmente (Getty Images)

Brasileira produz cerca de 5,4 toneladas de celulose anualmente (Getty Images)

Formada em 2009, durante o estouro da bolha imobiliária norte-americana, com a fusão da Aracruz e da Votorantim Celulose e Papel, a Fibria precisou adotar um rígido regime financeiro, cortar custos e investimentos, alterar o posicionamento estratégico no mercado e vender ativos. Só a partir de 2011 as contas da companhia começaram a melhorar. Com a união das duas empresas, a companhia herdou mais de 15 mil funcionários e capacidade para produzir cerca de 5,4 milhões de toneladas de celulose anualmente.

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Uma produção utilizada em setores como educação, higiene e saúde. As apostas da empresa, no entanto, chegam à engenharia genética. A empresa tem investimentos em organismos geneticamente modificados (OMGs) para que a tolerância das árvores aos estresses hídrico e térmico aumente, por exemplo, e o uso de fontes naturais tenha impactos menos agressivo, ainda que a Fibria afirme que as operações sejam integralmente baseadas em plantio de florestas renováveis. Hoje, são cerca de 969 mil hectares de floresta, dos quais 343 mil destinados à conservação ambiental.

“Na Fibria, os pilares são três: sustentabilidade, que garante a sobrevivência do nosso negócio; diferenciação, pois buscamos quebrar o conceito de produto commodity, e procuramos produzir um específico para cada cliente; e diversificação, já que nossas florestas não são matéria-prima apenas para a celulose, pois há uma infinidade de opções de bioprodutos”, conta Fernando Bertolucci, que era diretor de tecnologia e inovação da Aracruz e migrou para a Fibria no processo de fusão.

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Em 2012, a Fibria assumiu um compromisso com o Pacto Global, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar no meio corporativo a adoção de valores fundamentais de direitos humanos, relações de trabalho justas, respeito pelo meio ambiente e combate à corrupção. A companhia exporta para mais de 40 países, marcando presença em nove países. “Nosso mercado interno tem uma demanda muito menor do que a que podemos atender. Mais de 90% do que produzimos é vendido para o exterior”, diz Bertolucci.

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