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Vale fecha 2016 com lucro de R$ 13,3 bilhões com menores baixas contábeis

Mineradora fechou 2016 com lucro líquido de R$ 13,3 bilhões, ante um prejuízo líquido de R$ 44,2 bilhões em 2015 (Reuters)

Mineradora fechou 2016 com lucro líquido de R$ 13,3 bilhões, ante um prejuízo líquido de R$ 44,2 bilhões em 2015 (Reuters)

A mineradora Vale fechou 2016 com lucro líquido de R$ 13,3 bilhões, ante um prejuízo líquido de R$ 44,2 bilhões em 2015, com a ajuda de menores baixas contábeis registradas no ano passado, dos maiores preços de venda e do efeito positivo nos resultados financeiros da apreciação do real contra o dólar, segundo comunicado hoje (23).

No quarto trimestre de 2016, o lucro líquido atingiu US$ 525 milhões, ante estimativa média de analistas de lucro de 1,836 bilhão e contra um prejuízo de US$ 8,569 bilhões no quarto trimestre de 2015.

Resultado da Vale no 4º trimestre tem impulso de alta nos preços do minério

A mineradora brasileira Vale registrou lucro líquido de R$ 1,573 bilhão nos últimos três meses de 2016, em seu quarto resultado positivo seguido, com o impulso da recuperação dos preços e do avanço da produção de minério de ferro, sua principal commodity, segundo comunicado de hoje.

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O lucro foi expressivamente maior do que o prejuízo líquido reportado um ano antes, de R$ 33,156 bilhões, pior resultado desde pelo menos a privatização da empresa, em 1997, com suas contas afetadas pelos baixos preços das commodities, que levaram a enormes baixas contábeis.

Em dólares, o lucro no quarto trimestre atingiu US$ 525 milhões, abaixo da estimativa média de analistas de lucro de 1,836 bilhão.

“Com a produção muito forte e a recuperação de preços, previa-se que a Vale teria um trimestre muito forte e fecharia o ano com chave de ouro e de fato isso aconteceu”, disse o diretor financeiro, Luciano Siani, em vídeo divulgado pela companhia.

A geração de caixa da companhia, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, subiu para R$ 40,906 bilhões em 2016, alta de 88,2% ante 2015, principalmente em função dos melhores resultados em minerais ferrosos, metais básicos e carvão.

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“Nós tivemos a melhor geração de caixa…, de US$ 4,8 bilhões, desde o quarto trimestre de 2013, tempos em que o preço do minério de ferro era de US$ 135 por tonelada contra US$ 70 no quarto trimestre de 2016”, frisou Siani, apontando que o resultado foi graças ao aumento de volumes e redução de custos.

No quarto trimestre, a maior produtora global de minério de ferro teve produção de 92,39 milhões de toneladas, alta de 4,5% ante o mesmo período do ano anterior.

No acumulado de 2016, a Vale teve lucro líquido de R$ 13,3 bilhões, ante um prejuízo líquido de 44,2 bilhões em 2015, com a ajuda de menores baixas contábeis registradas no ano passado, dos maiores preços de venda e do efeito positivo nos resultados financeiros da apreciação do real contra o dólar.

Os “impairments” em ativos e o reconhecimento de contratos onerosos de operações continuadas, ambos sem efeito caixa, totalizaram R$ 3,9 bilhões em 2016, informou a companhia.

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A mineradora havia informado na semana passada que produziu um recorde de 348,8 milhões de toneladas de minério de ferro em 2016, alta de 0,9% ante o ano anterior, devido à melhor performance operacional das minas e plantas no norte do país, consideradas mais rentáveis.

“Por termos uma produção maior, fechamos o ano com a maior geração de caixa do negócio de minério de ferro de toda a indústria”, afirmou Siani.

DIVIDENDOS

Com o retorno ao lucro anual, a Vale informou que seu Conselho de Administração aprovou proposta de pagamento de remuneração aos acionistas no valor bruto de R$ 4,67 bilhões, em 28 de abril.

A proposta passará ainda pelo crivo de uma Assembleia Geral Ordinária de Acionistas.

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Somando-se à primeira parcela distribuída em 16 de dezembro, no valor de R$ 857 milhões, caso o novo pagamento seja aprovado, a Vale distribuirá o montante bruto de 5,5 bilhões aos seus acionistas referente ao exercício de 2016.

(Por Marta Nogueira e Gustavo Bonato)

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