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Patrimônio de Trump cai US$ 200 milhões desde a eleição

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FORBES estima que o presidente tenha um patrimônio de US$ 3,5 bilhões (Getty Images)

A presidência tem suas vantagens, especialmente para alguém com um império como Donald Trump. Desde a eleição, as taxas de admissão no clube de sua propriedade Mar-a-Lago, localizado em Palm Beach, dobraram para US$ 200.000, as coberturas na torre de Las Vegas atingiram preços recorde e os hóspedes de seu novo hotel em Washington, D.C., desembolsaram nada menos do que US$ 18.000 a diária durante o período de inauguração. Apesar disso, FORBES estima que o presidente tenha um patrimônio de US$ 3,5 bilhões, cerca de US$ 200 milhões a menos do que tinha durante a eleição, e 220 posições abaixo – na comparação com o ano passado – no ranking de bilionários globais. Atualmente, Donald Trump é o 544º homem mais rico do mundo.

O que acontece no mercado imobiliário de Manhattan afeta mais o patrimônio do presidente norte-americano do que qualquer outra coisa no mundo

Isso ocorre porque a Trump Organization, apesar de tudo, ainda é uma empresa imobiliária de Midtown, em Manhattan, embora tenha tentáculos no mundo todo. 40% da fortuna de Donald Trump está na Trump Tower e em oito prédios ao seu redor. O que acontece neste micromercado afeta mais o patrimônio do presidente norte-americano do que qualquer outra coisa no mundo. Ultimamente, o bairro tem passado por dificuldades. O lucro operacional líquido da Trump Tower caiu. A Nike, inquilina solitária da Niketown, de Trump, assinou em dezembro um contrato de US$ 700 milhões de um lugar a poucas quadras ao sul dali, o que indica que sua localização, em breve, vai mudar.

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Além disso, os registros públicos mostram que o magnata dos imóveis doou US$ 66 milhões para sua campanha presidencial, 19% do orçamento total. Dez dias após a vitória, ele desembolsou US$ 25 milhões para encerrar uma ação judicial envolvendo a Trump University, acusada de fraude. Levando em conta que Trump vendeu todas as suas ações durante a campanha do ano passado, como ele declarou, ele ficou de fora do “rally Trump” que levantou o mercado acionário em 10% desde sua eleição. Enquanto boa parte dos bilionários da lista viu sua fortuna crescer 16% desde a lista publicada por FORBES em 2016, Trump presenciou uma queda de 22% neste mesmo período.

Ainda assim, existem perspectivas boas no portfólio do presidente norte-americano. No centro de Manhattan, o mercado imobiliário está ressurgindo, o que eleva o valor de mercado da icônica torre da 40 Wall Street de Trump para US$ 18 milhões. FORBES estima que a casa de verão preferida do presidente, Mar-a-lago, valha US$ 25 milhões a mais do que valia na época da eleição, parcialmente graças à exposição da propriedade na mídia. E o mercado hoteleiro está em alta, com um incremento de cerca de US$ 97 milhões no valor do negócio de gerenciamento e licenciamento de hotéis de Trump, mesmo que a Trump Organization tenha prometido não fazer novos acordos com estrangeiros.

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A família Trump permanece positiva: “Os hotéis vão bem, os clubes de golfe também,” diz o filho do presidente, Eric Trump, em seu escritório no 25° andar da Trump Tower. “Nós também fizemos grandes sacrifícios.”

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