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Petrobras tem lucro no 4º trimestre, mas fecha o ano no prejuízo

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Aumento das exportações e sucesso do programa de venda de ativos possibilitaram a melhora financeira no final de 2016 (iStock)

A Petrobras divulgou o resultado de 2016 em uma coletiva de imprensa com os diretores na sede da companhia nesta terça-feira (21), no Rio de Janeiro. A empresa apresentou uma melhora no desempenho operacional ao longo de 2016, refletido pela obtenção de um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no quarto trimestre, depois de um prejuízo de R$ 16,4 bilhões no trimestre anterior. Entretanto, o resultado final de 2016 fechou com um prejuízo líquido de R$ 14,8 bilhões, menor do que a perda registrada no ano anterior, de R$ 34,8 bilhões.

A empresa apresentou uma melhora no desempenho operacional ao longo de 2016

A estatal também apresentou números positivos no lucro operacional: R$ 17,1 bilhões contra um resultado negativo de R$ 12,4 bilhões em 2015. Apesar do menor preço do petróleo do tipo Brent e da retração do mercado nacional, a diretoria da petrolífera creditou à entrega, pelo segundo ano consecutivo, da meta de produção acordada com o mercado como o fator que possibilitou o resultado. A produção atingiu 2,14 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no Brasil e registrou recordes na produção de 2,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), considerando petróleo e gás, no Brasil e no exterior, em dezembro.

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Já o EBTIDA, resultado contábil antes do pagamento de juros, impostos, amortização de dívidas e depreciação, teve um aumento de 16% em 2016 em relação ao ano anterior e passou de R$ 76,8 bilhões para R$ 88,7 bilhões.

Em relação ao endividamento, fator que levou a gestão da estatal a ser alvo de críticas juntamente com os casos de corrupção, 2016 apresentou números melhores. Houve uma redução de 20% no endividamento líquido, que passou para R$ 314 bilhões, devido à amortização e pré-pagamentos de dívidas por meio do uso de recursos do programa de venda de ativos da companhia, também impactado positivamente pela valorização do Real. Esses fatores também levaram a um aumento do prazo médio da dívida, de 7,14 para 7,46 anos.

Durante a apresentação, também foi destacado o resultado do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da empresa, que, em 2016, chegou a 90% da meta estipulada para o ano. A companhia conseguiu R$ 13,6 bilhões com o programa, e os 10% não obtidos foram transferidos para o objetivo de 2017.

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