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Setor de alimentação fora de casa registra crescimento em 2016

Fast food ainda é a principal opção do brasileiro que come na rua

Fast food ainda é a principal opção do brasileiro que come na rua

A economia em recessão, o desemprego elevado e o pessimismo do consumidor ao longo de 2016 não foram impeditivos para que o setor de alimentação fora de casa registrasse um crescimento de 7,8% no número de transações, na comparação com 2015. O faturamento total do segmento expandiu 5,2% no mesmo período. É o que mostra o Índice de Desempenho Foodservice (IDF), divulgado nesta quinta-feira (16/03), em São Paulo, pelo Instituto de Foodservice Brasil, que reúne empresas fornecedoras, prestadoras de serviços e operadoras (como restaurantes, lanchonetes e padarias) do setor.

Uma análise mais detalhada, entretanto, diminui o entusiasmo sobre os números de 2016. A queda do PIB impactou o desempenho de estabelecimentos que estão no mercado há mais de um ano, pois o faturamento se manteve estável, com uma leve alta de 0,3%. A projeção do instituto para 2017 é uma elevação de 10,7% nas receitas.

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Além disso, o estudo apresenta uma radiografia da alimentação do brasileiro na rua em 2016. Foram gastos R$ 184 bilhões, crescimento de 3% em relação a 2015, enquanto o valor médio do ticket subiu 8%, de R$ 12 para R$ 13. Porém, o número de visitas aos estabelecimentos caiu 4% – de 15 bilhões para 14 bilhões.

Fast Food é o preferido dos brasileiros

Os estabelecimentos fast food são os preferidos dos brasileiros que precisam comer fora de casa e representam 48% do setor. 72% de todos os que optaram por uma refeição rápida, escolheram padarias, lanchonetes, restaurantes por quilo e o comércio ambulante, sendo que 85% do consumo foi feito em estabelecimentos independentes, enquanto 15% aconteceu em redes de lanchonete e padarias.

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