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Guia reúne dicas para iniciantes na internet das coisas

A Internet das Coisas é uma tecnologia que promete revolucionar os negócios (iStock)

A Internet das Coisas é uma tecnologia que promete revolucionar os negócios (iStock)

A assistente virtual Echo, da Amazon, o relógio FitBit e até a sua xícara de café. Enquanto você está se perguntando qual é a relação entre todas essas coisas, a resposta é simples: todas elas são exemplos da internet das coisas.

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Elas são objetos do dia a dia que podem ser conectados à internet, reconhecidos por outros aparelhos e ainda contribuir com informações para determinados banco de dados. A internet das coisas é a Internet V.2, onde os dados são criados pelos objetos.

Os negócios que começaram a desenvolver ou expandir agora a Internet das Coisas nos seus produtos, serviços e operações são os que terão vantagem competitiva no futuro

Kevin Ashton, um expert em inovação digital que tem os créditos por cunhar o termo, define a Internet das Coisas da seguinte forma: “Se nós tivéssemos computadores que soubessem tudo que há para aprender sobre as coisas – usando dados que coletaram sem a nossa ajuda -, nós seríamos capazes de rastrear e contabilizar tudo, reduzindo significativamente o desperdício, as perdas e os custos. Nós saberíamos quando as coisas estariam novas e aptas para o uso e quando precisariam ser substituídas ou consertadas”.

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Agora que a Internet das Coisas tornou o mundo físico um enorme sistema de informações, como essa novidade vai impactar os negócios em 2017? Estamos apenas no começo.

Enquanto algumas pessoas argumentam que a tecnologia gerou, até agora, baixa adesão por parte dos consumidores, a maioria delas concorda que é uma tendência em crescimento, que vai continuar se desenvolvendo nos próximos anos. Ainda não se sabe se ela vai conseguir atingir as elevadas previsões de 50 bilhões de dispositivos conectados até 2020, mas é muito provável que as empresas que aprenderem a aproveitar os dados criados pela Internet das Coisas são as que vão sobreviver e prosperar no futuro.

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Há inúmeros novos produtos e inovações disponíveis atualmente devido à tecnologia. Veja, a seguir, algumas delas.

Casas inteligentes

Certamente inúmeras pessoas adotaram a ideia de casas tecnológicas inteligentes em 2016. Muitos especialistas dizem que a Amazon vendeu nove vezes mais Echos no final do ano passado do que no mesmo período do anterior. Espera-se que tecnologias para casas mais eficientes se tornem ainda mais importantes em 2017. Além disso, 70% das pessoas que compraram seu primeiro aparelho para casas inteligentes acreditam que, provavelmente, comprarão outros, revelou uma pesquisa Smart Home Technology Survey.

Tecnologias vestíveis (Wearable technology)

78,1 milhões de dispositivos “wearables” foram vendidos em 2015, e há indícios de que esse mercado deve crescer para 411 milhões até 2020. Todas essas tecnologias vestíveis, que incluem relógios inteligentes, rastreadores fitness e óculos de realidade virtual, entre outros produtos, geram uma tonelada de dados que as empresas estão começando a entender para, futuramente, usar em potenciais aplicações.

Carros inteligentes

Estima-se que surpreendentes 82% dos carros estejam conectados à internet até 2021. Integração de aplicativos, ferramentas de diagnósticos e de navegação e até carros autônomos farão parte das transformações que a Internet das Coisas fará na indústria automotiva. O setor está investindo pesado.

Negócios

Acabamos de descrever as diferentes formas como a Internet das Coisas vai oferecer novos produtos e possibilidades para os consumidores. No entanto, essa novidade também pode impactar profundamente a forma como fazemos negócios. Veja algumas maneiras:

– Gestão de inventário: qualquer pessoa que já passou um dia de trabalho ou uma semana contando widgets (componentes que podem ser utilizados em computadores, celulares, tablets e outros aparelhos para simplificar o acesso a um outro programa ou sistema) vai apreciar a beleza da Internet das Coisas para esse tipo de gerenciamento. Com ela, aparelhos inteligentes serão capazes de rastrear inventários automaticamente.

– Demanda do consumidor: ele vai se acostumar com aparelhos inteligentes e, assim, começar a esperar comportamentos “inteligentes” em todos os aspectos de sua vida. Inventores terão muito trabalho para desenvolver novos gadgets, mobiliários, aparelhos e outras coisas que supram essa nova demanda e ofereçam uma nova fonte de receita.

– Encurtamento do ciclo de compras: as empresas terão que aceitar um novo ciclo de compras, mais curto, e as expectativas dos consumidores em relação à satisfação imediata que a Internet das Coisas oferece.

– Aprendizado com as informações: o volume de dados gerados a partir dos aparelhos inteligentes ajudarão os negócios a entenderem de que forma eles devem inovar para gerar mais impacto.

– Trabalho remoto: com a maior integração da Internet das Coisas, haverá um aumento das oportunidades para trabalhos remotos. As pessoas vão fazer tarefas que antes precisavam de funcionários presenciais para serem realizadas.

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Não há dúvida de que a Internet das Coisas está apenas começando. Os negócios que começaram a desenvolver ou expandir agora essa novidade em seus produtos, serviços e operações, são os que terão vantagem competitiva no futuro.

É claro que, assim como a maioria das inovações, a Internet das Coisas vem com uma desvantagem. Até o momento, a maioria dos aparelhos que contam com essa tecnologia não é segura, o que os torna um alvo fácil dos hackers. No ano passado, milhões de aparelhos foram hackeados e usados para derrubar algumas das infra-estruturas subjacentes da internet. Os fabricantes de devem prestar mais atenção à segurança, e os usuários devem tomar todas as precauções para proteger seus dispositivos.

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