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Votorantim tem prejuízo de R$ 546 mi no 1º trimestre

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A área de cimentos, a mais importante da companhia, teve queda de 14% na receita líquida, para R$ 2,4 bilhões (Getty Images)

A Votorantim teve prejuízo líquido de R$ 546 milhões no primeiro trimestre, revertendo resultado positivo de R$ 144 milhões um ano antes, informou nesta quinta-feira (25) o grupo industrial, em meio à queda de receitas na esteira da retração da economia brasileira.

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A companhia que atua em setores como metais, cimentos e suco de laranja, teve receita líquida de R$ 5,8 bilhões, queda anual de 6%.
“Os resultados foram impactados, principalmente, pelos menores preços e volume de vendas do setor de cimentos no Brasil, pela apreciação do real frente ao dólar que impactou na consolidação dos resultados das operações no exterior e pela suspensão temporária das operações de níquel”, disse a empresa, em nota.

A área de cimentos, a mais importante da companhia, teve queda de 14% na receita líquida, para R$ 2,4 bilhões.
De acordo com a Votorantim, a queda na receita líquida da companhia foi atenuada pelo aumento no preço dos metais na London Metal Exchange (LME) e pelo maior volume de vendas de alumínio primário no Brasil, que tiveram aumento de 28% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

A área de cimentos, a mais importante da companhia, teve queda de 14% na receita líquida

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 28% na mesma base de comparação, para R$ 625 milhões nos três meses terminados em março.

A última linha do balanço ainda foi afetada negativamente por devoluções parciais de energia elétrica, despesas associadas à operação de aços longos no Brasil no valor de R$ 130 milhões e venda de ativos de cimento não estratégicos no primeiro trimestre de 2016.

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A Votorantim encerrou o primeiro trimestre com dívida bruta de R$ 24,2 bilhões, em linha com o resultado de dezembro de 2016. A alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado em 12 meses atingiu 3,92 vezes ao fim de março, aumento de 0,49 vez em relação a dezembro.

A companhia tinha uma posição de caixa de R$ 9,1 bilhões ao término do primeiro trimestre, montante suficiente para cobrir os vencimentos das dívidas de quase cinco anos, de acordo com material de divulgação do balanço.

De janeiro a março, a Votorantim investiu R$ 570 milhões, 12% a menos do que no primeiro trimestre de 2016. Os aportes em expansão representaram 47% do total previsto para investimento (capex).

“Este ano encerraremos um importante ciclo de investimentos que somaram R$ 14 bilhões nos últimos cinco anos, em projetos de expansão e manutenção dos negócios do nosso portfólio. Alguns desses investimentos já começarão a gerar resultados, que serão notados mais claramente ao longo dos próximos anos”, disse o presidente-executivo da Votorantim, João Miranda, em nota.

(Por Paula Arend Laier)

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