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JBS vende operações de carne na Argentina, Paraguai e Uruguai para Minerva por US$ 300 mi

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JBS vendeu por US$ 300 milhões a totalidade das ações de suas subsidiárias detentoras das operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para subsidiárias da Minerva (Getty Images)

A JBS, maior produtora global de carnes, vendeu por US$ 300 milhões a totalidade das ações de suas subsidiárias detentoras das operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para subsidiárias da Minerva nos respectivos países, informaram as duas empresa de alimentos nesta terça-feira (06).

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A JBS informou que pretende utilizar os recursos obtidos com a transação para diminuir sua alavancagem financeira. A empresa terminou março com dívida líquida de R$ 47,8 bilhões de reais. Em termos de alavancagem financeira, esse número equivalia a 4,2 vezes o Ebtida de 12 meses.

Operação depende ainda da aprovação do Cade

Investidores vêm especulando sobre a potencial venda de ativos pela JBS e sua controladora J&F em razão de multas pelo acordo de leniência e de delação premiada com autoridades brasileiras, além de outras eventuais penalidades, após executivos admitirem pagamento de propina para obter facilidades para o conglomerado.

A aquisição ocorreu por meio das subsidiárias da Minerva Frigomerc, Pul Argentina e Pulsa.

“A aquisição da JBS Paraguay, IPF, JBS Argentina e Frigorifico Canelones pelas subsidiárias da companhia constitui oportunidade estratégica de complementação das operações do Grupo Minerva e representa mais um passo em sua diversificação geográfica na América do Sul”, disse a Minerva.

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O frigorífico disse que, após a conclusão da operação, o grupo passará a ter uma capacidade total de abate de 26.380 mil cabeças por dia.

O valor da operação, segundo a JBS, está sujeito a um ajuste em valor equivalente à diferença entre o capital circulante líquido e o endividamento de longo prazo das sociedades na data de fechamento, cujo valor estimado em 31 de março de 2017 era positivo em, aproximadamente, US$ 40 milhões.

A transação foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as companhias e está condicionada a condições precedentes usuais em operações dessa natureza, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

(Por Paula Arend Laier)

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