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Uber demite 20 funcionários após investigação sobre assédios

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Companhia tomou medidas em 58 casos e decidiu que em 100 não seria necessária nenhuma ação (Getty Images)

O aplicativo de transporte compartilhado Uber Technologies informou nesta terça-feira (06) que demitiu 20 pessoas e que está melhorando o treinamento de seus gerentes após uma investigação de um escritório de advocacia sobre alegações de assédio sexual, entre outras.

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O Uber demitiu a equipe após relatório do escritório de advocacia Perkins Coie, contratado pelo Uber para analisar as alegações de assédio, discriminação, bullying e outras preocupações de funcionários.

Segundo o Uber, a companhia tomou medidas em 58 casos e decidiu que em 100 não seria necessária nenhuma ação. Outras investigações estão em andamento

O escritório, que tem trabalhado paralelamente em uma investigação mais ampla conduzida pelo ex-secretário de Justiça dos EUA Eric Holder, investigou 215 queixas de assédio desde 2012, disse a empresa aos funcionários.

Segundo o Uber, a companhia tomou medidas em 58 casos e decidiu que em 100 não seria necessária nenhuma ação. Outras investigações estão em andamento.

Das 215 denúncias, 54 eram relacionadas a discriminação, 47 a assédio sexual, 45 a conduta não profissional, 33 a assédio moral e 36 a outras alegações. A maioria das reclamações foram feitas por funcionários da sede do Uber em San Francisco.

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A companhia, que vale US$ 68 bilhões com base em sua mais recente rodada de financiamento, também informou que aumentará a unidade de relações com funcionários, a fim de investigar melhor denúncias, e que iria aumentar drasticamente o treinamento de gerentes, que, na maioria, são chefes pela primeira vez, disse uma pessoa a par do caso.

(Por Joseph Menn, com reportagem adicional de Heather Somerville em San Francisco, Rishika Sadam em Bengalore)

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