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Vendas no varejo do Brasil surpreendem e têm melhor abril em 9 anos

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As vendas subiram 1% em abril na comparação com março e 1,9% sobre um ano antes (iStock)

As vendas no varejo do Brasil surpreenderam e registraram a maior alta para abril em nove anos, com forte impulso dos setores de supermercados e vestuário e destacando a trajetória irregular da recuperação da economia.

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As vendas subiram 1% em abril na comparação com março e 1,9% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13/06), desempenhos muito melhores do que o esperado em pesquisa da Reuters, que indicava recuo de 0,55% e 1,3%, respectivamente.

O resultado mensal foi o mais forte para abril desde 2008, quando as vendas também subiram 1%, e o setor quase recuperou a perda de 1,2% vista em março, em número revisado pelo IBGE após informar antes perda de 1,9%.

“A recuperação na confiança do consumidor, o rápido declínio nos preços dos alimentos e na inflação geral, que estão sustentando o crescimento da renda real, e a queda das taxas de juros devem começar a sustentar o consumo privado e a atividade varejista”, disse em nota o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

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A principal influência positiva veio das vendas no setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem peso importante no consumo das famílias, com alta de 0,9% sobre março.

“[Supermercados] refletem a inflação mais baixa, o que ajuda no poder de compra das pessoas. Tem também efeito positivo da liberação do FGTS de contas inativas, que tem impacto no consumo”, explicou a coordenadora da pesquisa, Isabella Nunes.

Já as atividades de tecidos, vestuário e calçados mostraram ganhos nas vendas mensais de 3,5%, enquanto a comercialização de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação subiram 10,2%.

O varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, apresentou ganho de 1,5% das vendas em abril contra março,

O varejo no Brasil está inserido em uma conjuntura que envolve ao mesmo tempo inflação baixa e desemprego alto, com recuperação econômica frágil.

(Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira)

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