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Como uma millennial sobreviveu à crise financeira para construir uma empresa de US$ 500 mi

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Meghan ajudou a empresa a passar de US$ 170 milhões em ativos para os US$ 500 milhões atuais. (Reprodução/FORBES)

Meghan Railey começou sua carreira em gestão patrimonial no pior momento possível. Ela entrou no programa de treinamento da UBS para consultores financeiros em julho de 2008, no auge da chamada crise do subprime – quando a Dow Jones despencou motivada pela concessão de empréstimos hipotecários de alto risco. Meses mais tarde, ela presenciaria a demissão de quase todos os trainees da empresa na qual trabalhava e a dissolução dos programas de treinamento em praticamente toda a indústria.

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“Muitos dos meus amigos entraram no escritório do gerente e saíram de lá com uma passagem para voltar para casa”, relembra ela. Quando chegou a sua vez de conversar com o superior da empresa, ela teve uma surpresa. “Eles disseram que eu ainda estava empregada.”

Meghan, que agora tem 30 anos, sabia que estava tendo uma oportunidade que precisava capitalizar – e foi exatamente isso que ela fez. Em 2010, fechou uma parceria com Fritz Glasser, que já trabalhava como consultor financeiro na UBS. E, juntos, começaram a trabalhar para a empresa Wells Fargo Advisors, em San Francisco, com foco em clientes com patrimônio alto e muito alto.

A jovem sabia que a sua idade e (pouca) experiência poderiam preocupar futuros clientes, então ela adquiriu algumas habilidades que pensou que seriam úteis para eles. Meghan tirou o CFP (Certificado para Planejadores Financeiros) e aprendeu tudo o que podia em opções de ações para funcionários. Isso porque a maioria dos empregados da área de tecnologia com dinheiro, na época, estava segurando o direito de exercer essa opção e ela queria ser a pessoa capaz de mostrar a eles a melhor maneira de usar esses investimentos para o futuro.

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“Eu estava disposta a fazer toda e qualquer coisa, trabalhar duro e aprender rápido para ter a habilidade de lidar com o tipo de cliente que eu queria”, diz ela, que também se empenhou em estabelecer relacionamentos com contadores e advogados do governo dos Estados Unidos que a ajudaram a conseguir uma clientela de alto padrão. “Eu ligava para eles com cenários reais, e eles me ajudavam com a linguagem que eu deveria usar para parecer mais bem informada. Eles estavam dispostos a explicar questões complicadas de estado e impostos”, explica.

O trabalho duro foi recompensado. Meghan ajudou a empresa a passar de US$ 170 milhões em ativos para os US$ 500 milhões atuais. “A curva de aprendizado foi um passo. Eu aprendi muito e atingi meu objetivo. Eu me sinto muito mais confortável hoje”, diz.

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