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Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, é o 2º homem mais rico de Singapura

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Brasileiro subiu uma posição em relação ao ano passado, com fortuna de US$ 9,3 bilhões. (GettyImages)

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin está cada vez mais perto de se tornar o homem mais rico de Singapura. O brasileiro, que deixou a rede social e vive de suas operações de investimento em startups, mora no país há cinco anos e subiu uma posição em relação ao ano passado, com fortuna de US$ 9,3 bilhões. Pelo oitavo ano seguido, no entanto, o primeiro lugar permanece ocupado pelos irmãos dos imóveis Robert e Philip Ng, cuja fortuna é estimada em US$ 9,4 bilhões.

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Apesar de problemas políticos – tensão na relação com a China e um escândalo familiar envolvendo o primeiro-ministro – e de uma economia lenta, que cresceu apenas 2% em 2016, o patrimônio total dos 50 maiores bilionários de Singapura cresceu 11% em relação ao ano passado e chegou a US$ 104,6 bilhões, amparado por um aumento similar no índice da principal bolsa de valores. Quase dois terços dos titãs da lista viram suas fortunas aumentarem.

Um dos grandes ganhadores da nova lista é Goh Cheng Liang, cuja participação no grupo japonês Nippon Paint Holdings foi impulsionada por fortes vendas na Ásia e por uma expansão nos Estados Unidos com a aquisição da Dunn-Edwards Paints. O resultado do pioneiro dos hotéis econômicos Choo Chong Ngen também mostrou que ele está se beneficiando de sua entrada no segmento de estabelecimentos de médio padrão.

Dois novatos entraram no novo ranking: a estrela dos investimentos Danny Yong, cofundador da Dymon Asia Capital, e Saurabh Mittal, cofundador do grupo de imóveis e serviços financeiros indiano Indiabulls, que se realocou em Singapura há três anos depois de vender uma boa parte de sua participação. Conhecido por construir apartamentos minúsculos, Ching Chiat, que não apareceu na lista do ano passado, voltou a figurar no ranking graças à valorização das ações de sua empresa, a Oxley Holdings, com a alta de vendas no exterior.

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Cinco titãs do grupo que voltou à lista têm suas fortunas ligada a imóveis, um setor que ainda deve passar por uma aceleração, apesar de alguns dos maiores nomes da área terem monopolizado enclaves na nação com terra escassa.

Entre os três integrantes da lista do ano passado que não aparecem na nova edição está John Chuang, cuja produtora de chocolates Delfi registrou queda nas vendas na Indonésia, seu principal mercado.

A lista foi compilada usando informações financeiras e de participação obtidas das famílias e dos indivíduos, analistas e outras fontes e das bolsas de valores. Diferentemente dos rankings de bilionários, esta lista inclui fortunas familiares, incluindo aquelas compartilhadas por clãs estendidos, como a de Kwek Leng Beng e seus primos. Patrimônios são baseados em preços de ações e taxas de câmbio no fechamento do mercado em 14 de julho. Empresas privadas foram avaliadas com base no valor de companhias públicas similares.

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