Negócios

21 perguntas que as pessoas gostariam de fazer a Mark Zuckerberg

Tem-se discutido muito, nos últimos tempos, os perigos da “bajulação corporativa”. Vivemos um momento estranho na história, no qual os líderes de negócios são algumas das maiores celebridades. Ao que tudo indica, estamos associando sucesso nos negócios e a riqueza que vem disso à sabedoria e bondade.

VEJA TAMBÉM: Elon Musk diz que Mark Zuckerberg é ingênuo sobre robôs assassinos

No entanto, algo que sempre foi consenso é que é comum que aqueles que têm muito dinheiro há bastante tempo vivam em uma bolha. Assim, muitas vezes acabam crescendo menos capazes de entender as outras pessoas.

Por isso, é preciso respeitar o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, por, pelo menos, tentar sair desta posição. Ele tem viajado ao redor do país com a intenção de “conversar com mais pessoas para entender como elas estão vivendo, trabalhando e pensando no futuro”, escreveu o jovem empreendedor em sua página na rede social, em janeiro.

Durante essas viagens, ele garante, a quem encontra, que não quer se candidatar a presidente. Apesar de estar tentando ouvir as pessoas, pode ser difícil para elas dizer qualquer coisa que possa soar como uma contestação – ainda que elas existam.

LEIA MAIS: Fortuna de Zuckerberg tem aumento recorde de US$ 3,5 bilhões

Veja, na galeria de fotos, 21 perguntas de empreendedores a Mark Zuckerberg:

  • Sobre inteligência artificial

    “Mark parece acreditar que a inteligência artificial em si é amoral e representa algo positivo para o futuro porque não é humano, emocional ou hormonal em sua tomada de decisões. Mas isso não é totalmente correto. A IA depende da moralidade e da intenção do programador. Se a motivação do profissional for o lucro, sem qualquer preocupação com repercussões éticas e impacto social, e se ele for capaz de reproduzir isso sem restrições, o resultado pode ser catastrófico. Como ele pretende prevenir que sua organização propague a destruição social por meio da sua concepção fundamental de compartilhamento e construção comunitária?”
    Holly Lynch, consultora de comunicação de Nova York

  • “Como você vê a evolução da educação para atender à demanda de uma crescente força de trabalho na área da inteligência artificial?”
    Amber Kelleher-Andrews, CEO da empresa de relacionamentos Kelleher International

  • Sobre gênero

    “Nós vimos, por meio das quedas de Travis Kalanick, Roger Ailes e Bill O’Reilly, que o sexismo e o poder de união das mulheres para enfrentá-lo, assim como o uso das redes sociais pelas consumidoras para quebrar paradigmas, está apenas começando a crescer. Como você pretende estabelecer um melhor equilíbrio de gênero no Facebook e ser uma voz pela justiça no Vale do Silício e na indústria da tecnologia?”
    Holly Lynch

  • Sobre fake news, dados e privacidade

    “Que tipo de debate ético você tem sobre os dados que coleta e a maneira como impõe isso sobre as pessoas? Você já considerou tornar esses debates internos mais públicos?”
    Dina Sherif, fundadora da Ahead of the Curve, negócio social dedicado à promoção de práticas de gestão sustentável

  • “Você comentou uma vez que o Facebook tem responsabilidade sobre a maneira como é utilizado. Neste sentido, quem ‘detém’ a civilidade no diálogo que ocorre no Facebook? Os usuários, a comunidade, a empresa? Qual é sua ideia para encorajar o diálogo civil no Facebook? Os grupos da rede social não nos encorajam a sermos mais separados do que unidos? Bullying e intromissões em conversas é ‘bom’ ou ‘ruim’?”
    Scott Broetzmann, CEO da Alexandria, empresa de consultoria de atendimento ao consumidor.

  • “Fale mais sobre a abordagem proativa que o Facebook poderia adotar para reconhecer e sancionar fake news.”
    Scott Broetzmann

  • Sobre renda básica universal

    “Na minha estimativa, blockchain (estrutura de dados que representa uma entrada de contabilidade financeira ou um registro de transação), inteligência artificial, carros autônomos e realidade virtual (que parece estar um pouco mais longe da adoção em massa) serão responsáveis por eliminar 30% dos empregos nos Estados Unidos ao longo da próxima década. Como podemos descobrir uma maneira para que isso não crie um estado de bem-estar social? O que eu quero dizer é que precisamos criar uma maneira de proteger as necessidades das pessoas sem encorajar a preguiça. Vindo do Bronx, eu presenciei o que acontece quando as pessoas recebem demais do estado. Alguém que ganhe previdência, auxílio moradia, creche e ensino grátis é, frequentemente, alguém reprimido e sem iniciativa. Nós não queremos isso. Como resolver essa situação?”
    Mario Constanz, CEO da empresa de contabilidade online Happy Tax

  • Sobre filantropia

    “A sua fundação pretende elaborar boas ideias que outros possam colocar em prática? Ou vai apenas transferir dinheiro? A transferência de dinheiro não funciona mais. Os fundos filantrópicos precisam evoluir.”
    Dina Sherif

  • Sobre o futuro da tecnologia

    “Em relação a quais tecnologias contemporâneas você está mais otimista para o combate das mudanças climáticas e do aquecimento global?”
    Amber Kelleher-Andrews

  • “O que você pensa sobre a tecnologia de blockchain e sua implementação para transações internacionais e domésticas usando a cryptocurrency (sistema de pagamento que usa a criptografia)?”
    Amber Kelleher-Andrews

  • “Como você está abordando/trabalhando com a comunidade com deficiência? Que grupos em seu país estão evoluindo na tentativa de ajudar aqueles que necessitam? Como você vê a tecnologia no auxílio a essas comunidades de forma mais profunda?”
    Oded Ben Dov, fundador da Sesame Enable, startup de tecnologia de smartphones para pessoas com deficiência

  • Sobre conflito intergeracional

    “Que estratégias você está desenvolvendo para garantir a relevância intergeracional do Facebook, para cultivar e sustentar a rede social como um espaço para relacionamento entre grupos?”
    Scott Broetzmann

  • Sobre sua viagem pelos EUA

    “Quais qualificações você tem para ser Presidente dos Estados Unidos (além de não ser Donald Trump, estratégia que não funcionou para Hillary Clinton)? Se a sua viagem pelo país terminasse agora, cite três melhorias que você implementaria no Facebook imediatamente para ter um impacto transformador na experiência de usuário, no curto ou no longo prazo.”
    Scott Broetzmann

  • Sobre conselhos nos negócios

    “Qual é o seu conselho para aqueles que estão lançando um aplicativo para uma comunidade de nicho? Como quebrar barreiras e se tornar um parceiro confiável para os consumidores, particularmente para aqueles com deficiência?”
    Oded Ben Dov

  • “Qual é a sua ideia de uma boa equipe e quais elementos-chave alguém deveria procurar nela?”
    Saudat Salami, CEO da EasyShop e EasyCook

  • Sobre ser um empreendedor

    “De quais decisões do começo do Facebook você se arrepende? Qual ferramenta da rede social você desejaria nunca ter lançado? Que pessoa teve mais influência na sua vida? Apple ou Android? Quanto tempo você passa no Facebook por dia? Além da rede social e de qualquer outro aplicativo da sua empresa, qual é o seu app favorito?”
    Mario Constanz

  • Sobre grupos na sociedade civil

    “A nova declaração de missão do Facebook foi revelada em junho (“dar às pessoas o poder de construir comunidades e deixar o mundo mais unido”) e reconhece o grande número de usuários que, atualmente, participam de grupos. Com a autonomia dada aos engenheiros do Facebook para fazer experimentos com a experiência dos usuários, como vocês garantem que o lado humanitário desta equação seja plenamente levado em consideração? Como aqueles que desenham os algoritmos, as sugestões para os usuários e as futuras ferramentas de grupos viajaram ou viveram no mundo que você pretende unir? A diversidade das pessoas que desenham a nossa experiência é equivalente à vasta diversidade dos usuários?”
    Naomi Hattaway, proprietária da imobiliária 8th & Home

  • “Como o Facebook planeja permitir que os administradores desses grupos recebam suporte real em seus esforços e no trabalho duro que é necessário para realmente construir uma comunidade?”
    Naomi Hattaway

  • Sobre conectividade na África

    “Infraestrutura é a espinha dorsal da internet, e internet é a plataforma do Facebook. Como você pretende dar à África Wi-Fi grátis quando a maioria dos países africanos não tem a infraestrutura para isso?”
    Saudat Salami

  • Sobre ser um cliente do Facebook

    “Quando falamos sobre comunidades no Facebook que estão impactando vidas, você usa a expressão ‘muito significativa’. Como seus engenheiros estão trabalhando no sentido de aprender a sugerir apropriadamente que seus usuários encontrem os grupos significativos que realmente causem impacto suas vidas, e como você vê esses grupos interagindo de uma maneira produtiva com aqueles que anunciam no Facebook?”
    Naomi Hattaway

  • “Recentemente percebi que a busca no Facebook tem se tornado mais forte, e os resultados são incríveis. É possível que, nos próximos meses, a gente perceba que é possível fazer campanhas [de marketing] baseadas em mais palavras de busca?”
    Nour ElKhoudary, CEO e fundador da Momyhelper, empresa que conecta mães árabes ao redor do mundo a consultores de suporte social e de saúde

Sobre inteligência artificial

“Mark parece acreditar que a inteligência artificial em si é amoral e representa algo positivo para o futuro porque não é humano, emocional ou hormonal em sua tomada de decisões. Mas isso não é totalmente correto. A IA depende da moralidade e da intenção do programador. Se a motivação do profissional for o lucro, sem qualquer preocupação com repercussões éticas e impacto social, e se ele for capaz de reproduzir isso sem restrições, o resultado pode ser catastrófico. Como ele pretende prevenir que sua organização propague a destruição social por meio da sua concepção fundamental de compartilhamento e construção comunitária?”
Holly Lynch, consultora de comunicação de Nova York

Comentários
Topo