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BRF tem prejuízo de R$ 167 milhões no 2º trimestre

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A companhia anunciou ainda que seu conselho de administração autorizou a venda de até a totalidade das 13.468.001 ações (Divulgação)

A BRF divulgou nesta quinta-feira (10) um prejuízo de R$ 167,3 milhões no segundo trimestre, revertendo um lucro de R$ 31 milhões no mesmo período do ano passado, impactado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

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A companhia anunciou ainda que seu conselho de administração autorizou a venda de até a totalidade das 13.468.001 ações de sua emissão atualmente mantidas em tesouraria, a fim de reforçar o caixa da empresa, reduzindo níveis de alavancagem. A dívida líquida da BRF subiu para R$ 13,8 bilhões ao fim do segundo trimestre, ante R$ 11 bilhões em junho de 2016.

A operação da Carne Fraca foi deflagrada em março e desvendou um esquema de corrupção em frigoríficos para fraudar fiscalização, arranhando a imagem dos produtores do país no exterior, prejudicando os volumes exportados.

A BRF disse que o início do trimestre foi marcado por volumes fracos de venda por causa da Carne Fraca, mas que ao longo do trimestre “conseguimos mitigar parte desses efeitos e fechamos maio e junho com volumes acima da média do primeiro trimestre, tanto no mercado doméstico quanto no internacional”.

Como parte da investigação, a fábrica de Mineiros, em Goiás, foi fechada e dois executivos da BRF estavam entre as 60 pessoas acusadas de participar do esquema. A unidade foi reaberta em 8 de abril.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 39,1% no trimestre na comparação anual, para R$ 575 milhões.

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Na comparação com o primeiro trimestre, no entanto, o Ebitda cresceu 13,7%, em vista da retomada das vendas internacionais e de um efeito maior da redução dos custos de grãos, disse a empresa em comunicado.

A receita líquida recuou 5,7%, fechando o trimestre em R$ 8 bilhões. No comparativo com janeiro a março, o resultado foi 2,8% maior, refletindo um desempenho melhor no mercado internacional.

A BRF registrou alta de 3% nos volumes de aves, para 516 mil toneladas, no trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, ao passo que a operação de suínos e outros caiu 15,7%, para 73 mil toneladas. O segmento de processados teve recuo de 2%, para 494 mil toneladas.

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