Negócios

5 dicas para que sua empresa seja avaliada em US$ 1 bilhão

Carol Carquejeiro

CEO e fundador da Movile, Fabrício Bloisi, diz que erros e confusões fazem parte da trajetória de sucesso (Carol Carquejeiro)

A Movile, até recentemente, era uma pequena empresa disruptiva com um produto altamente escalável – definição mais conhecida de startup. Os aplicativos da empresa, atualmente, estão presentes em 130 milhões de celulares em 120 países, sendo o mais famoso deles o iFood. A empresa já se tornou um unicórnio, ou seja, seu valor de mercado é avaliado em US$ 1 bilhão.

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No último sábado (2), o CEO e fundador da Movile, Fabrício Bloisi, participou do Mercado Livre Experience – evento sobre e-commerce, mundo digital e inovação realizado pelo marketplace argentino. Em uma apresentação de aproximadamente 20 minutos, Bloisi contou os bastidores da Movile e deu conselhos aos empreendedores para chegarem ao mesmo nível do iFood, ou seja, um valor de mercado de US$ 1 bilhão. E ressaltou: erros são comuns em um ambiente inovador e competitivo, e com a Movile não foi diferente. Momentos de confusão foram regras no crescimento da empresa, hoje sinônimo de sucesso. Bloisi diz até que não teve uma ideia original e que ideias assim só surgem depois de vários equívocos.

Veja, a seguir, as 5 recomendações de Bloisi para que sua empresa seja o próximo unicórnio brasileiro:

  • 1. Fale menos e faça mais

    Bloisi recomenda que os empreendedores parem de reclamar das dificuldades e dos obstáculos no desenvolvimento de seus negócios. Tais reclamações – como culpar o governo por um ambiente de negócio desfavorável, as outras pessoas por uma suposta falta de comprometimento ou até a si mesmo – são bem-vindas em uma mesa de bar com os amigos, mas a empresa é lugar de ação, de resolver problemas.

  • 2. Pense grande

    Condicionar o empreendimento a ser global é um primeiro passo no planejamento. Bloisi diz que o estabelecimento de metas audaciosas geralmente leva à obtenção de resultados acima do planejado inicialmente. E provocou a plateia: “O que vocês estão pensando em fazer para que suas empresas cheguem a valer US$ 1 bilhão?”, sugerindo que a meta é ser líder no mundo – e não no bairro ou na cidade. Por fim, o executivo recomenda, assim que o plano for estabelecido, já invista e comece a consolidá-lo.

  • 3. Pessoas são a parte mais importante da empresa

    O executivo recomenda a implementação de uma política eficiente de comunicação com a equipe. A escolha do sócio também é fundamental. O empreendedor precisa, além disso, saber lidar com as adversidades resultantes das relações pessoais. A experiência de Bloisi já o levou a demitir amigos, brigar com quem não queria e a dividir a empresa. Ele confessou, inclusive, já ter errado ao dispensar funcionários. Bloisi diz, entretanto, que quando acontece, é porque, naquele momento, era a melhor decisão, e recomenda não postergá-la.
    Por isso, vê com naturalidade a entrada e saída de novos sócios e a demissão de pessoas que não entregam o planejado ou não têm paixão de trabalhar na empresa. Para estimular os colaboradores, a Movile oferece ações da empresa, assim torna real a sensação de que é possível ganhar dinheiro por meio do trabalho e, consequentemente, se dedicará mais a ele.

  • 4. Andar rápido, correr riscos e mudar o tempo todo

    Bloisi diz que apenas empresas capazes de mudar rapidamente têm sucesso nos dias de hoje. A agilidade é um diferencial competitivo. O executivo conta que a Movile já é diferente hoje do que era há dois anos e os projetos que estão sendo desenvolvidos no momento foram iniciados há poucas semanas ou meses. A Movile, inclusive, tem iniciativas com apostas tecnológicas que ainda são incógnitas em relação ao seu potencial de impacto no mundo, como a Inteligência Artificial (IA) – Bloisi diz que há cinco projetos ligados à IA em desenvolvimento na empresa.
    A recomendação é que as mudanças sejam rápidas e de baixo custo. E o mais importante: não apenas a direção, mas a equipe toda, tem que ter a seguinte mentalidade: corra riscos, aprenda, compacte, teste as ideias e coloquem-nas em prática.

  • 5. Aprenda com os melhores

    Se a mudança rápida é um diferencial competitivo, ler o que os empreendedores do Vale do Silício leem também é importante. Se a meta é se tornar uma empresa global, é preciso estar informado com o mesmo conteúdo usado pelos potenciais concorrentes do Vale do Silício. E Bloisi diz que os empreendedores brasileiros não estão bem neste quesito, embora reconheçam que ouvem os empreendedores de sucesso, como Mark Zuckerberg, do Facebook.
    O executivo também recomendou a leitura de conteúdos relacionados à “relação com investidores” e do que escreve Mary Meeker, atualmente a maior influenciadora do universo empreendedor do Vale do Silício. Além disso, aconselhou assistir aulas de professores de Stanford – universidade localizada no Vale do Silício – que estão disponíveis nas plataformas de vídeo online.

1. Fale menos e faça mais

Bloisi recomenda que os empreendedores parem de reclamar das dificuldades e dos obstáculos no desenvolvimento de seus negócios. Tais reclamações – como culpar o governo por um ambiente de negócio desfavorável, as outras pessoas por uma suposta falta de comprometimento ou até a si mesmo – são bem-vindas em uma mesa de bar com os amigos, mas a empresa é lugar de ação, de resolver problemas.

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