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George Clooney vai doar parte do lucro de sua tequila para o combate ao ódio

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Em junho, Clooney e seus dois sócios venderam a Casamigos à produtora de bebidas mundial Diageo por US$ 1 bilhão. (GettyImages)

George Clooney disse à revista “Hollywood Reporter” que planeja doar pelo menos US$ 21 milhões da venda de sua empresa de tequila Casamigos à caridade. O ator e sua esposa Amal vão destinar US$ 1 milhão à organização sem fins lucrativos Southern Poverty Law Center (SPLC) e doar outros US$ 20 milhões a sua fundação Clooney Foundation for Justice. A Southern Poverty Law Center, localizada no estado norte-americano do Alabama, combate o ódio e a intolerância nos Estados Unidos, e a Clooney Foundation luta por questões semelhantes ao redor do mundo.

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A estrela de cinema disse que vai direcionar a doação a sua fundação com o intuito de ajudar os refugiados. “O dinheiro será usado para custear educação, moradia e todas as coisas nas quais queremos trabalhar com eles”, explicou. Isso inclui o auxílio para o assentamento de refugiados nos EUA, como a construção de escolas nesses locais, e a criação de uma base de dados para monitorar tribunais que estejam avançando na repressão governamental, escreveu o repórter Stephen Galloway.

“O dinheiro será usado para custear educação, moradia e todas as coisas nas quais queremos trabalhar com os refugiados”, disse o ator

“Estamos orgulhosos em apoiar o Southern Poverty Law Center em seus esforços para prevenir o violento extremismo nos Estados Unidos. O que aconteceu em Charlottesville, e o que está acontecendo em comunidades ao redor do país, demanda nosso engajamento coletivo em oposição ao ódio”, divulgaram os Clooney.

“Como George e Amal Clooney, nós ficamos chocados com o tamanho, a feiura e a ferocidade da supremacia branca reunida em Charlottesville”, argumentou o presidente da SPLC Richard Cohen na mesma declaração. “Foi uma reflexão do quanto a campanha e o governo incendiários de Trump impulsionaram a direita radical. Somos profundamente gratos à Clooney Foundation por se posicionar conosco neste momento crítico da luta de nosso país contra o ódio.”

Em junho, Clooney e seus dois sócios venderam a Casamigos à produtora de bebidas mundial Diageo por US$ 1 bilhão em um acordo que foi duramente criticado por ser sido supervalorizado. Clooney disse ao “Hollywood Reporter” que esperava que o pagamento viesse algumas semanas depois da entrevista concedida, no final de julho. Os sócios devem receber US$ 700 milhões adiantados e possíveis US$ 300 milhões adicionais nos próximos dez anos. Quando a Diageo anunciou a venda, FORBES reportou que os sócios iriam dividir o dinheiro igualmente.

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“O pagamento inicial de US$ 700 milhões dividido em três partes significaria US$ 233 milhões para cada um, antes dos descontos dos impostos. Depois do recolhimento das taxas sobrariam quase US$ 140 milhões, com a opção de ganhar mais US$ 100 milhões nos próximos dez anos se a marca for bem”, escreveu a repórter Natalie Robehmed.

Amal Clooney trabalha como advogada de direitos humanos internacionais, e seu marido politicamente liberal luta pela proteção de refugiados desde que viajou ao Sudão pós-guerra com seu pai jornalista em 2006. De acordo com o artigo, o casal hospeda um estudante iraquiano refugiado em sua casa em Kentucky. “Suburbicon”, um filme co-escrito e dirigido por Clooney que lida com o racismo norte-americano na década de 1950, será lançado no final de outubro.

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