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Novos medicamentos contra o câncer elevam previsão de lucro da J&J

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Crescimento nas previsões vem após a compra da Actelion, no início do ano, por US$ 30 bilhões. (GettyImages)

A Johnson & Johnson teve resultado melhor do que o esperado no terceiro trimestre e elevou a previsão de lucro para o ano, devido a novos medicamentos e tratamentos contra o câncer e após a compra da Actelion, no início do ano, por US$ 30 bilhões.

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As ações da J&J, parte do índice Dow Jones, subiam 3,45%. O papel tem sido negociado próximo a níveis recordes em boa parte do ano. O analista da Guggenheim Securities, Tony Butler, explicou que as ações performam bem historicamente quando a unidade farmacêutica, de margem de lucro alta, é a maior responsável pelo crescimento, em vez do segmento de bens de consumo.

As vendas do segmento farmacêutico no trimestre subiram 15,4%, para US$ 9,7 bilhões. Cerca de metade desse crescimento veio por conta do acordo com a Actelion.

A J&J disse que o lucro ajustado, excluindo itens únicos, subiu 13%, para US$ 1,90 por ação. Os analistas esperavam, em média, lucro ajustado de US$ 1,80, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

O lucro líquido da empresa caiu para US$ 3,76 bilhões, ou US$ 1,37 por ação, ante US$ 4,27 bilhões, ou US$ 1,53 por ação, um ano antes. A empresa disse que foi prejudicada pela amortização e pelas despesas ligadas ao acordo.

A J&J elevou sua previsão de lucro de 2017 para entre US$ 7,25 e US$ 7,30 por ação, ante previsão anterior de US$ 7,12 a US$ 7,22 por ação. Agora, espera receita entre US$ 76,1 bilhões e US$ 76,5 bilhões no ano.

Empresa consegue anular condenação milionária

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A Johnson & Johnson venceu hoje (18) a anulação de um veredito de US$ 72 milhões a favor da família de uma mulher que alegava que sua morte por câncer de ovário foi causada pelo uso de produtos à base de talco na empresa.

O Tribunal de Apelações de Missouri disse que, devido a uma decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos, que limitou onde processos por lesões podem ser arquivados, o caso da morte da moradora do Alabama Jacqueline Fox não deveria ter sido julgado em St. Louis.

O veredito de fevereiro de 2016 para a família de Fox foi a primeira de quatro sentenças de júri, totalizando US$ 307 milhões, na Corte Estadual de St. Louis para queixosos que acusaram a J&J de não alertar adequadamente os consumidores sobre os riscos de câncer de seus produtos à base de talco.

A J&J alega que encara processos de 4.800 queixosos nos Estados Unidos com alegações similares sobre seus produtos à base de talco. Muitos desses casos são em Missouri, onde a J&J venceu um julgamento, e na Califórnia, onde em agosto um júri concedeu US$ 417 milhões a uma mulher. Entre os casos de Missouri, há muitos de moradores de fora do Estado.

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