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A revolução dos pães: novos modelos de negócio invadem padarias

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A Benjamin quer dominar o mercado pelo número de unidades (Divulgação)

O modelo clássico de padarias de bairro, em geral simples e familiares, que herdamos dos portugueses, está dando lugar a um novo negócio. Na verdade, dois: um focado em exclusividade, outro baseado na formação de uma grande rede.

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A belga Le Pain Quotidien, que inaugurou sua primeira loja no país há cinco anos, atua a partir da licença de um grupo de investidores. Sustentando-se em pilares como instalações modernas e acolhedoras e produtos frescos, “rústicos” e orgânicos, aposta em um público diferenciado. “Nossos clientes são pessoas que viajam muito e já conheciam nossa marca fora do país. Apesar de o marketing ser espontâneo, a expectativa deles conosco é alta”, analisa o CEO Harold de Fierlant. Segundo ele, o objetivo mais imediato é concluir a nova fábrica, que deve ser inaugurada no primeiro trimestre de 2018 no bairro paulistano da Barra Funda – é de lá que sairão os produtos distribuídos aos pontos de venda.

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A Le Pain aposta em ambientes e cardápios diferenciados (Divulgação)

As oito lojas próprias devem crescer para dez até o fim de 2017. Apostando no mercado de poder aquisitivo mais alto, a Le Pain vai expandir para áreas nobres de São Paulo antes de migrar para cidades estratégicas como Rio de Janeiro e Brasília.

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Waffle de Liège com frutas vermelhas e calda de chocolate belga da Le Pain (Divulgação)

A antiga Benjamin Abrahão, atual Benjamin a Padaria, mudou não só de nome, mas também de posicionamento depois de ser comprada pelos fundos Península, de Abilio Diniz, Ocean Capital e Innova Capital – que tem Jorge Paulo Lemann como investidor – em 2015. O objetivo é saturar o mercado: muitos pontos de venda e preços acessíveis.

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Tábua de brunch da le Pain (Divulgação)

“Estamos prontos para cumprir nossas estratégias. Vamos focar em entregar cem lojas próprias na cidade de São Paulo e imediações até o 1º semestre de 2019 para nos tornarmos a primeira rede de padarias com tantos pontos, algo inédito no Brasil”, conta Marcelo D’Arienzo, diretor de investimentos diretos da Península e presidente do conselho da Benjamin. Ao lado do CEO André Piva, eles formaram um modelo de negócios que “não terá competidores fixos”: “Para cada momento do dia, temos um competidor diferente. A padaria do bairro no café da manhã, o restaurante na hora do almoço…”, diz Piva. Até o fim do ano, três novas unidades vão se unir às 14 existentes. “O ano de 2017 está sendo muito bom, já crescemos 50% no faturamento. Agora vamos pisar no acelerador para 2018.”

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