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Banco Inter pede registro de companhia aberta

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Instituição financeira da família Menin prevê IPO no 1º semestre de 2018 (iStock)

O Banco Inter, instituição financeira da família Menin – cujo principal representante, Rubens Menin Teixeira de Souza, ocupa o 85º lugar na lista de 2017 dos bilionários brasileiros de FORBES, com R$ 2,1 bilhões – que controla a construtora MRV, pediu registro de companhia aberta e faz planos para estrear no pregão da bolsa paulista na primeira metade de 2018. “As coisas estão andando mais rápido do que planejávamos e resolvemos deixar tudo preparado logo”, disse à Reuters nesta quarta-feira (1) o presidente-executivo do banco Inter, João Vítor Menin.

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O executivo havia adiantado à Reuters em fevereiro planos para multiplicar por 10 a base de clientes e para abrir o capital no fim do ano que vem. Na época, o banco tinha cerca de 100 mil correntistas. “Chegamos ontem a 300 mil e estamos achando que a meta de 1 milhão para o fim do ano, que vem daqui a pouco, pode ficar obsoleta”, disse Menin.

Ele comentou que vem conversando com executivos de bancos de investimentos que podem ser os coordenadores de um IPO, o que pode acontecer nos primeiros meses de 2018.

O Inter divulgou nesta quarta-feira que suas operações de crédito subiram 5,7% em 12 meses até setembro, para R$ 2,4 bilhões. Nos primeiros nove meses do ano, o banco teve lucro de R$ 32,5 milhões, alta de 50,5% ante mesma etapa de 2016.

INTERESSADOS

Simultaneamente, afirmou Menin, o Banco Inter vem sendo sondado por grandes bancos nacionais e por investidores do Brasil e do exterior que mostraram interesse em ser sócios.

De acordo com o executivo, o interesse dos atuais acionistas é de que o Inter mantenha atuação independente dos grandes conglomerados financeiros.

Junto com a plataforma digital de cartões de crédito Nubank, o Inter tem tido grande destaque entre as fintechs, que se multiplicaram rapidamente no país nos últimos dois anos, apoiados fortemente em ofertas como isenção de tarifas.

A corrida do Inter acontece em um momento de intensa movimentação entre as fintechs brasileiras, depois que o Banco Central colocou em audiência pública no fim de agosto uma proposta de regulação para o setor.

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