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Como funciona o crowdfunding para as startups

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Marcelo Galli e Wilson Campanholi, do marketplace Cotexo (Divulgação)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou a Instrução 588, que regulamenta o investimento em startups por meio de plataformas de equity crowdfunding. A medida expande os limites de captação e o perfil das startups que podem participar do processo. Eram autorizadas a participar, anteriormente, startups com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, tendo como limite de captação R$ 2,4 milhões por ano. Agora elas podem ter receita anual de até R$ 10 milhões, e estão autorizadas a captar até R$ 5 milhões.

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“A medida formaliza o levantamento de recursos de investidores para as startups”, diz o americano Brian Begnoche, sócio da plataforma carioca EqSeed, explicando que somente plataformas autorizadas pela CVM podem realizar a operação. “Apenas fazemos oferta pública de valores mobiliários”, explica o americano, ressaltando que o funcionamento do equity crowdfunding não é semelhante ao da Bolsa de Valores nem ao dos crowdfunding tradicionais.

Essa forma de financiamento facilita a busca por financiamento pelos novos empreendedores. “Hoje se faz muito esforço para conseguir uma reunião com o investidor”, diz Marcelo Galli, CEO da Cotexo, marketplace de Campinas (SP) que reúne vendedores e compradores de peças automotivas e que realizou uma rodada de captação na EqSeed, concedendo 15% de equity.

Em três meses, a Cotexo captou R$ 600 mil, com tíquete médio de R$ 10.400. “É mais rápido do que pegar em fundo, que levaria de seis a nove meses”, afirma Wilson Campanholi Jr., sócio-fundador da Cotexo. Quem investe nas startups acaba adquirindo uma participação (equity), que pode crescer exponencialmente caso a empresa seja vendida ou realize um IPO. Begnoche, entretanto, orienta a não investir em apenas uma startup. “A melhor estratégia é criar uma carteira com várias, pois esse é sempre um investimento de risco”, diz.

A CVM recomenda que os investidores aportem até 10% das aplicações financeiras em startups, além de exigir que o investimento mínimo em uma rodada seja 1% do valor da captação. A seleção é de responsabilidade da plataforma, que disponibiliza aos potenciais investidores as informações financeiras, de modelo de negócios e da equipe de sócios.

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