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Carrefour Brasil tem lucro de R$ 562 mi no 3º tri

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O lucro líquido do Carrefour Brasil foi de R$ 562 milhões no terceiro trimestre (iStock)

O Carrefour Brasil teve lucro líquido de R$ 562 milhões no 3º trimestre, alta de 125,6% frente ao mesmo intervalo do ano passado, impulsionado por créditos tributários não recorrentes e pelo aumento das vendas líquidas.

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Excluindo todas as receitas e despesas não recorrentes, que somaram R$ 401 milhões no período, o lucro líquido cresceu 17,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (9).

O grupo varejista, que estreou na bolsa paulista em julho deste ano, apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 845 milhões entre julho e setembro, alta de 6,9% na comparação anual, puxado pelo segmento Atacadão. Excluindo o Carrefour Soluções Financeiras, o Ebitda ajustado aumentou 17,8%.

As vendas líquidas do grupo Carrefour Brasil, incluindo gasolina, subiram 4,9% na comparação anual, para R$ 11,786 bilhões, apesar da queda da inflação.

No segmento Atacadão, as vendas cresceram 5,6% “apesar da forte queda no preço dos alimentos e commodities”, para R$ 8,5 bilhões. Pelo conceito mesmas lojas, o faturamento subiu 1,6%. O Ebitda ajustado do segmento subiu 34,7%, para R$ 608 milhões.
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O segmento Carrefour Varejo, que abriga os hipermercados, comércio eletrônico e lojas de conveniência Carrefour Express, registrou aumento de 4% no faturamento bruto, com avanço de apenas 0,1% no conceito mesmas lojas, para R$ 3,73 bilhões. Mas o Ebitda ajustado, contudo, caiu 20%, na comparação anual, para R$ 162 milhões, devido ao “repasse de inflação do dissídio coletivo, o que terá alívio significativo no futuro”, disse o grupo varejista.

O grupo disse acreditar que está bem posicionado para o crescimento futuro, com abertura acelerada de lojas de conveniência e expansão do Atacadão.

O Carrefour Brasil salientou que o IPO melhorou a flexibilidade financeira do grupo, que tem agora apenas dívida em moeda local e não possuiu empréstimos intercompanhias.

As ações exibiam queda de 4,2% às 12h23, cotadas a R$ 15,35. O papel não faz parte do Ibovespa, que caía 1,2% no horário.

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