IPO de operador do Burger King no Brasil levanta R$ 2,2 bilhões

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O IPO do operador do Burger King no Brasil atraiu uma demanda quase quatro vezes superior à oferta (Getty Images)

O operador da rede Burger King no Brasil e seus acionistas levantaram R$ 2,2 bilhões em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na quinta-feira (14), assumindo posição de destaque na semana mais movimentada para o mercado de capitais brasileiro em mais de quatro anos.

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A BK Brasil Operação e Assessoria a Restaurantes SA, que opera cerca de 630 restaurantes do Burger King no país, precificou a oferta a R$ 18, no topo da faixa indicativa de R$ 14,50 a R$ 18, de acordo com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O IPO atraiu uma demanda quase quatro vezes superior à oferta, segundo três pessoas com conhecimento do assunto. Isso permitiu aos bancos coordenando a emissão elevar o tamanho original da operação, de 106,5 milhões de ações, em 15%, para 122,5 milhões, exercendo o chamado lote suplementar de ações.

Não estava claro se haveria a venda de lote adicional de ações, equivalente a 20% do tamanho original da oferta.

A rede de restaurantes receberá cerca de R$ 886 milhões com a venda das novas ações e planeja usar os recursos para financiar a expansão.

Acionistas vendendo parte das ações, incluindo o grupo controlador Vinci Partners Investimentos Ltda, receberão cerca de R$ 1,3 bilhão, conforme o documento enviado à CVM.

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Uma das fontes com conhecimento do assunto disse que os investidores compraram uma rede que entregou taxas consistentes de crescimento mesmo durante a mais severa recessão econômica do país em décadas.

Esta foi a semana mais movimentada no mercado de capitais brasileiro em mais de quatro anos, com IPOs levantando US$ 2,1 bilhões. As novas listagens este ano no país atingiram R$ 5,5 bilhões, um valor maior que o combinado dos últimos três anos.

Uma lenta recuperação econômica, taxas de juro mais baixas e o avanço da bolsa brasileira encorajaram a retomada do mercado de capitais este ano.

Na quarta-feira, a estatal Petrobras movimentou R$ 5 bilhões com a venda de uma participação de 27,85% em sua subsidiária BR Distribuidora. A precificação ficou no piso da faixa indicativa, com investidores preocupados com o cenário político e os riscos macroeconômicos um ano antes das eleições presidenciais de 2018. A estreia das ações está prevista para sexta-feira.

Na quinta-feira, acionistas da Neoenergia decidiram adiar o IPO da companhia, recusando-se a reduzir o preço sugerido para as ações.

Na segunda-feira (11), uma oferta secundária da Companhia de Saneamento do Paraná gerou R$ 302 milhões para os acionistas.

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