Negócios

Movimento pretende formar 1 milhão de programadoras até 2030

Lorenna Villas Boas: “Queremos quebrar estereótipos”

Um piso tátil integrado a um comando de voz, desenhado para ajudar na locomoção de cegos e pessoas de baixa visão. Funciona como um GPS, comunicando ao usuário a direção e os principais obstáculos pelo caminho. Batizado de JustStep, esse sistema foi desenvolvido pela estudante de engenharia Lorenna Villas Boas, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O projeto foi classificado para a Intel International Science and Engineering Fair 2017, em Los Angeles (EUA) e também se destacou na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Poli-USP.

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Agora a tecnologia passará por aperfeiçoamentos com o apoio do Polo de Inovação Salvador, incubadora de projetos na área de tecnologia e saúde do Instituto Federal da Bahia (IFBA), com o objetivo de se tornar uma startup que ofereça o serviço em larga escala – um dos primeiros alvos são prédios públicos que precisam aumentar sua acessibilidade.

Com apenas 21 anos e moradora de Candeias, na região metropolitana de Salvador, Lorenna começou a se interessar por tecnologia desde muito nova. Com 13 anos, ao ingressar no IFBA, descobriu uma grande paixão pela robótica. Participante assídua de competições da área, a estudante estranhava o fato de ser sempre uma das poucas mulheres – e a única negra – envolvida nos projetos. Essa é uma realidade que está buscando mudar.

Tornou-se embaixadora no Brasil do movimento iamtheCODE, que começou na África com apoio da ONU e tem como objetivo formar 1 milhão de meninas e mulheres programadoras até 2030. Para isso, ela se uniu ao time do Mídia Étnica Lab, plataforma voltada a estimular o empreendedorismo social e digital em comunidades vulneráveis de Salvador. “Queremos quebrar estereótipos ligados à tecnologia e às periferias, discutir com os moradores em quais capacitações eles têm interesse e como as mulheres podem se inserir nesse contexto.”

 

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