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Norte-americana investe em empresas inovadoras e obtém retornos acima dos principais índices

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Nancy Zevenbergen: estratégia agressiva no mercado financeiro (Divulgação)

É num escritório apertado com vista para o Obelisco Espacial de Seattle e a cordilheira Olympic que Nancy Zevenbergen, de 58 anos, opera sua empresa de investimentos com US$ 2,4 bilhões em ativos. Dentro desse “centro de comando” há uma mesa pentagonal onde ela e os outros quatro membros de sua equipe de seleção de ações usam 15 telas de computador que exibem dados financeiros e do mercado acionário.

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A equipe ouve, por uma caixa de som, teleconferências de resultados de empresas disruptivas operadas por empreendedores, o tipo preferido de Zevenbergen. Ela acha que, juntos, eles têm maiores chances de vislumbrar nuances além dos números. O CEO está animado com um novo fluxo de receitas? Está perdendo a fé em sua estratégia? Esses sinais são cruciais para ela: “Minha tarefa é: mesmo sem informações completas, fazer um investimento junto com esse pessoal e depois monitorar como estão se saindo”.

Ela abriu o negócio aos 28 anos, tendo apenas um cliente e US$ 500 mil em ativos. Trabalhava em sua sala de estar, enquanto o marido, a mãe e uma babá cuidavam dos dois filhos. Em 1992, já tinha um escritório e 51 clientes – e geria US$ 212 milhões.

Ela abriu o negócio aos 28 anos, com apenas um cliente e US$ 500 mil em ativos. Hoje opera US$ 2,4 bilhões

Apesar das perdas no estouro da bolha das empresas pontocom e da crise financeira, a estratégia agressiva de Zevenbergen tem gerado resultados de longo prazo impressionantes. Seu principal fundo de ações de crescimento teve retorno anual líquido de 11,5% desde 1987, superando os 9,8% do índice Russell 3000. Seu fundo ZTech, menor e ainda mais focado no crescimento, teve retorno anual líquido de 12,9% desde 1994, dando uma surra nos 8,8% do Russell 3000 no período. O Genea, com taxa de administração de 1,4% e investimento mínimo de US$ 2.500, tem retorno anual de 50%. O Growth teve alta de 30% de um ano para cá.

Zevenbergen adquiriu a participação de US$ 167 milhões da empresa na Netflix a um custo médio de US$ 6, a maior parte antes de 2010 – hoje a ação está cotada em US$ 185. Já havia comprado ações da Amazon em 1997, logo que a empresa abriu o capital, mas vendeu quando o preço afundou em 2000. Comprou de novo em 2007 e hoje tem uma posição de US$ 157 milhões na empresa, com média de US$ 60 por ação, o que significa que a aposta dela em Jeff Bezos foi multiplicada por 16. Comprou ações do Facebook por US$ 38 na oferta pública inicial e aumentou a participação quando o valor caiu pela metade após a estreia. Sua posição cresceu sete vezes, chegando a US$ 138 milhões. E tem a Tesla, cuja ação é vendida por um valor 16 vezes superior ao que ela pagou.

 

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