6 razões por que 2018 pode ser problemático para as gigantes de tecnologia

Há apenas alguns anos, todos amavam gigantes como Facebook, Amazon, Google e Apple. Não só os aparelhos e aplicativos que ainda usamos todos os dias, mas as companhias em si. Muitos acreditavam que essas empresas eram boas por ajudar as pessoas a otimizar oportunidades digitais e a terem vidas pessoais e profissionais mais gratificantes.

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Afinal, elas representam a nova economia e as plataformas que nos acompanham diariamente, cujas ferramentas amamos compartilhar. Quantos de nós já recrutaram novos consumidores para essas gigantes sem hesitação ou compensação? Não podemos imaginar a vida sem essas empresas. Isso é amor.

Ainda amamos tudo sobre elas, como a liderança, os logos, as histórias, os produtos e, até mesmo, o estilo. Ignoramos as críticas que já denunciaram manufatura em países pobres, práticas de trabalho controversas, guerras de preços implacáveis e mesmo questões sobre a obsolescência planejada. O amor é cego.

Mas as coisas têm mudado. Veja, na galeria de fotos abaixo, 6 razões por que gigantes da tecnologia como Facebook, Amazon, Google e Apple podem ter um 2018 problemático:

  • Menos reconhecimento
    Cada vez mais pessoas percebem que essas empresas inovadoras não são muito diferentes de montadoras de carro, corretoras imobiliárias, bancos, companhias de seguro, indústria farmacêutica e outras corporações de tecnologia tradicionais.

    Gigantes como Facebook, Amazon, Google e Apple passaram a perder seu apelo quando passaram a ter práticas de empresas “comuns”. Se essa tendência continuar, elas talvez cheguem a entrar em listas de companhias menos admiradas.

    Além dos problemas com a dificuldade de identificar fake news, enfrentados por Facebook e Google, por exemplo, observou-se também que líderes do mercado de tecnologia mundial guardam dinheiro fora dos EUA para evitar o pagamento de impostos. Apesar do ato judicial de 2017 ajudar a trazer o dinheiro de volta para o país, muitos questionam por que a grana estava no exterior. O ano passado deixou claro que as gigantes se preocupam mais com os acionistas, os parceiros e seus executivos, do que com seus clientes.

  • Internet neutra
    Percebemos também que a falta de neutralidade da rede é um grande problema. Segundo a maior parte das pesquisas relacionadas ao tema, a maioria dos norte-americanos desejam que a internet seja a mais neutra possível. Os usuários não gostam mais tanto dos provedores da rede, pois agora suspeitam de quem está no poder e não concordam com companhias que deixam a privacidade de lado e vendem os históricos de buscas dos clientes sem permissão. A boa notícia é que Facebook, Amazon, Google e Apple apoiam a neutralidade da rede.

  • Menos confiança
    Percebemos que um número pequeno de empresas, incluindo Facebook, Amazon, Google e Apple, controlam o mundo digital. O fato nos faz pensar um pouco sobre o papel que essas companhias têm em nossas vidas, especialmente, quando uma cobra US$ 1.000 por um celular, nos EUA, outra aceita dinheiro de países não amigáveis, outra controla as buscas na internet e outra domina o comércio online. Atente-se ainda que essas grandes empresas são donas de muitas outras para manter seu domínio.

    Devido à pressão dos consumidores, do Congresso dos Estados Unidos e do Poder Executivo, há a possibilidade de surgir uma legislação para regular essa relação de confiança, especialmente, pelo aumento da concentração de empresas na mão de poucos.

  • Desejo de mais privacidade
    A informação movimenta os modelos de negócio na internet. Customização e personalização requerem dados e conhecimento sobre os consumidores e clientes, os quais fornecemos quando navegamos na web. Mas quanta informação pessoal devemos conceder e o quanto queremos que os vendedores saibam sobre quem somos?

    Não há muita privacidade na era digital, isto é, não da forma que definimos hoje. Quanto tempo irá demorar para que os consumidores avaliem o valor relativo de ofertas personalizadas versus perda da privacidade? O que eles decidirão? É improvável que consumidores continuem a compartilhar a crescente quantidade de dados pessoais com provedores de internet, varejistas online e redes sociais se o preço for dar acesso total por uma bebida grátis. Este ano será o início do retorno da privacidade.

  • Mais vazamentos de dados a um custo maior
    Você tem sorte se nunca foi hackeado, mas é apenas uma questão de tempo. A probabilidade de que os seus dados já estejam longe do seu controle é enorme. Este será o ano de brechas na segurança que causarão um grande problema. Os vendedores serão os culpados à medida que mais indivíduos e corporações sentirem o efeito de vazamento de dados. A principal pergunta dos consumidores será: “Por que eles não conseguem proteger as minhas informações pessoais?”.

    A indústria de serviços financeiros é, obviamente, a de maior risco, já que é um centro de dados pessoais e corporativos. Como nossas vidas estão cada vez mais expostas na internet, podemos esperar mais brechas e danos.

  • Um ano de mudanças
    O sentimento positivo do mercado consumidor com as gigantes de tecnologia irá diminuir cada vez mais neste ano, e a questão é: qual o tamanho da queda e ela poderá ser revertida? É o início de uma nova identidade para essas companhias e muitas outras que foram amadas por anos, mas cujo relacionamento com consumidores, o governo e concorrentes tem sido abalado.

Menos reconhecimento
Cada vez mais pessoas percebem que essas empresas inovadoras não são muito diferentes de montadoras de carro, corretoras imobiliárias, bancos, companhias de seguro, indústria farmacêutica e outras corporações de tecnologia tradicionais.

Gigantes como Facebook, Amazon, Google e Apple passaram a perder seu apelo quando passaram a ter práticas de empresas “comuns”. Se essa tendência continuar, elas talvez cheguem a entrar em listas de companhias menos admiradas.

Além dos problemas com a dificuldade de identificar fake news, enfrentados por Facebook e Google, por exemplo, observou-se também que líderes do mercado de tecnologia mundial guardam dinheiro fora dos EUA para evitar o pagamento de impostos. Apesar do ato judicial de 2017 ajudar a trazer o dinheiro de volta para o país, muitos questionam por que a grana estava no exterior. O ano passado deixou claro que as gigantes se preocupam mais com os acionistas, os parceiros e seus executivos, do que com seus clientes.

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