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Aceleradora portuguesa Fábrica de Startups inicia operação no Brasil

A aceleradora decidiu abrir uma unidade no Brasil em meio aos sinais de recuperação da economia (iStock)

A aceleradora portuguesa Fábrica de Startups vai iniciar operações no Brasil em abril deste ano, no Rio de Janeiro, com objetivo de trabalhar com 130 empresas por ano.

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Fundada em 2002, a aceleradora, que já trabalhou com o aplicativo de transporte urbano Cabify, atual concorrente do Uber, também está presente na China. A Fábrica busca conectar “empresas âncoras” que buscam soluções inovadoras para seus negócios com startups que possam atendê-las.

O presidente-executivo no Brasil, Hector Gusmão, afirmou que a Fábrica já firmou parceria com seis grandes empresas brasileiras dos setores de educação, telecomunicações, tecnologia, energia e bancário. Além disso, está negociando com empresas das áreas de beleza, varejo e editorial.

A aceleradora decidiu abrir uma unidade no Brasil em meio aos sinais de recuperação da economia. “Percebemos que esse é mesmo o momento que o Brasil pode passar pela crise… Nossa expectativa de mercado é muito boa, por conta do amadurecimento do mercado brasileiro”, disse o executivo.

Ao buscar soluções para as empresas brasileiras, a aceleradora aceitará startups de todo o país e também projetos da Europa e da Ásia que ofereçam alternativas inovadoras para as empresas âncoras.

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O executivo afirmou que a Fábrica não injeta recursos financeiros nas startups, mas assume despesas e oferece uma gama de serviços compartilhados, como uma rede de mentores. O valor do apoio é equivalente a algo entre R$ 100 mil e R$ 150 mil por startup, disse Gusmão.

Ele estimou que as startups que forem bem-sucedidas, entre as 130 abrigadas, terão um faturamento conjunto de R$ 50 milhões em 2018.

“As grandes empresas entram com investimento ou com uma parceria estratégica para resolver algum problema. Por outro lado, as startups ganham a escala que buscam”, afirmou. “Temos uma média de 30% a 40% dessas startups que, efetivamente, fazem negócio com as empresas âncoras”, acrescentou.

O executivo afirmou ainda que depois da abertura da unidade no Rio de Janeiro, a aceleradora prevê expansões para outras regiões do país a partir de 2021.

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