Ex-CEO da Uber está vendendo quase 30% de sua fatia na empresa por US$ 1,4 bi

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A venda de Travis Kalanick será equivalente a 2,9% (Getty Images)

O cofundador da Uber Technologies, Travis Kalanick, que foi afastado do comando em junho, está vendendo quase um terço da sua fatia de 10% da empresa de transporte urbano por aplicativo por cerca de US$ 1,4 bilhão, disse ontem (4) uma pessoa familiarizada com o assunto.

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A venda de Kalanick faz parte de um acordo fechado por um consórcio liderado pelo SoftBank Group Corp, que está assumindo uma participação de 17,5% na Uber, comprando principalmente ações de investidores iniciais e funcionários.

Na semana passada, o SoftBank garantiu acordos com acionistas dispostos a vender as ações, e o contrato será assinado no começo deste ano, de acordo com a Uber.

O acordo do Softbank avalia a Uber em US$ 48 bilhões, um desconto de cerca de 30% em relação à recente avaliação de US$ 68 bilhões. Contudo, o consórcio de investidores também está fazendo um novo investimento de US$ 1,25 bilhão com base na avaliação anterior, mais alta.

Kalanick se ofereceu para vender metade do total de ações que detém, mas devido ao limite no montante a ser adquirido pelo Softbank, ele vai vender apenas 29% de sua fatia, segundo a fonte.

Outros investidores também não conseguiram vender tantas ações quanto queriam por causa do vasto interesse em alienar os papéis.

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O ex-presidente-executivo da empresa tem uma participação de 10% na companhia, o que significa que sua venda será equivalente a 2,9% e renderá a ele cerca de US$ 1,4 bilhão, acrescentou a fonte.

Um porta-voz de Kalanick se recusou a comentar o assunto, o Softbank e a Uber também não comentaram o assunto.

A venda tornaria o cofundador da Uber um bilionário pela primeira vez, não só no papel. Kalanick nunca antes vendeu ações da companhia que ele liderou por quase uma década, segundo a fonte.

O acordo do SoftBank oferece aos investidores e funcionários o que poderia ser a última chance de vender ações em transação aprovada pela companhia antes da tão aguardada oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) planejada para 2019.

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