Cielo tem alta de 4,2% no lucro líquido do 4º tri

iStock
A Cielo teve lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre (iStock)

A Cielo teve lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre, alta de cerca de 4,2% sobre o resultado apurado um ano antes, informou ontem (1) a maior companhia de meios de pagamento do país.

LEIA MAIS: Cielo contra-ataca rivais e assume 100% da Stelo

Mas a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recuou 1,3% no período, para R$ 1,378 bilhão, com a margem passando de 44,7% para 45,4%.

A Cielo informou que o conselho de administração aprovou distribuição de 73,8% do resultado do grupo em 2017, de R$ 4,265 bilhões. Os dividendos, líquidos dos já antecipados pela empresa e de juros sobre o capital próprio a serem pagos, serão distribuídos no montante total de R$ 1,059 bilhão, informou a Cielo.

A empresa, controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco e que disputa mercado com a Rede, do Itaú Unibanco, e empresas menores como PagSeguro, teve receita operacional líquida de R$ 3 bilhões no quarto trimestre, queda de 2,7% sobre o desempenho de um ano antes. No ano, a receita da Cielo teve queda de quase 6%, a R$ 11,6 bilhões.

A Cielo afirmou que a queda da receita no trimestre ocorreu diante de redução do preço médio das transações em função de fatores como “ambiente competitivo” e concentração em clientes da área de grandes contas, além de “perdas de clientes do varejo relacionados ao início da captura da bandeira Elo por outras credenciadoras”.

VEJA TAMBÉM: Cade assina acordo para fim da exclusividade entre Elo e Cielo

As despesas operacionais da companhia caíram 18% no trimestre passado ante o mesmo período de 2016, recuando cerca de 15% no ano.

A companhia terminou 2017 com queda de 13,55 na base de máquinas de pagamentos, para 1,68 milhão de unidades. A quantidade de transações de débito e crédito processadas pela empresa cresceu 6% no quarto trimestre sobre um ano antes, para 1,9 bilhão, enquanto o volume financeiro das transações subiu 7,8%, para 171,7 bilhões de reais.

“Passado o período mais agudo da história de nossa economia, iniciamos 2018 com o sentimento e a sensação de que o pior ficou para trás… A Cielo, por sua vez, apresentou sinais operacionais em gradual recuperação durante o segundo semestre, com volumes em aceleração e redução do ritmo de queda da nossa base de terminais”, afirmou a empresa no balanço.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil (copyright@forbes.com.br).