Itaú Unibanco lucra R$ 6,26 bilhões no 4º trimestre

iStock
O lucro do Itaú Unibanco somou R$ 6,28 bilhões, alta sequencial de 0,4% no 4º trimestre (iStock)

O Itaú Unibanco teve leve alta do lucro no quarto trimestre ante os três meses anteriores, uma vez que a retomada da lucrativa operação de crédito e o aumento expressivo das receitas com serviços compensaram os efeitos de maiores provisões para calotes.

LEIA MAIS: Itaúsa tem lucro líquido consolidado de R$ 2,4 bi no 3º tri

O Itaú Unibanco anunciou ontem (5) que seu lucro recorrente de outubro a dezembro somou R$ 6,28 bilhões, alta sequencial de 0,4% e de cerca de 8% ante igual etapa de um ano antes.

Impulsionado por linhas como cartão de crédito e para empresas na América Latina, o estoque de empréstimos do banco fechou o ano em R$ 593,7 bilhões, um aumento de 3,2% em relação a setembro, em uma reversão de tendência depois de vários trimestres em queda diante de uma economia em recessão.

O movimento confirma a tendência mostrada por Santander Brasil e Bradesco, que na semana passada reportaram seus resultados do quarto trimestre, ambos reportando aceleração do crédito.

A queda residual da margem financeira com clientes do Itaú Unibanco com clientes sobre o terceiro trimestre, devido aos efeitos da queda da Selic, foi compensada por maiores ganhos com tesouraria, fazendo a margem financeira gerencial recuar 0,1%, a R$ 16,75 bilhões.

As receitas com serviços subiram 3,4% também sequencialmente, a R$ 8,65 bilhões, também refletindo o desempenho do setor de cartões e do aumento do crédito. Em 12 meses, a alta nesta linha foi de 8,3%.

VEJA TAMBÉM: Cade considera complexa compra da XP Investimentos por Itaú Unibanco

O avanço dos empréstimos veio acompanhado de melhora na qualidade da carteira, com o índice de inadimplência acima de 90 dias batendo em 3%, ante 3,2% três meses antes e 3,4% no fim de 2016. O chamado NPL creation, um espécie de indicador antecedente da inadimplência, caiu para o menor nível desde março de 2014.

Ainda assim, o custo de crédito – despesa com calotes e ajuste de valor de papéis de empresas detidos pelo banco, menos valores vencidos recuperados – cresceu 5,1% na passagem do terceiro para o quarto trimestre, a R$ 4,19 bilhões. Na comparação ano a ano, o custo do crédito caiu 34%.

O banco atribuiu o aumento sequencial dessa linha a maiores despesas com provisões para perdas esperadas com inadimplência, que subiram R$ 160 milhões contra o terceiro trimestre, principalmente no banco de varejo, refletindo aumento do crédito de pessoas físicas, e na América Latina, devido à exposição a grandes empresas no Chile.

As despesas não decorrentes de juros, que incluem salários, cresceram 4,7% sobre o trimestre anterior e 3,8% ano a ano, para R$ 12,38 bilhões.

E MAIS: Rede, do Itaú Unibanco, só retoma competitividade em 2018

No fim, esse conjunto levou o Itaú Unibanco a registrar uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 21,9% no quarto trimestre, alta sequencial de 0,3% e de 0,8% sobre um ano antes.

PROJEÇÕES

O Itaú Unibanco fechou o ano fora das margens previstas para as principais linhas das previsões, com o crédito e margem piores, mas com receitas de serviços crescendo mais e as despesas administrativas subindo menos que do que as projeções.

Para 2018, o banco previu alta de 4% a 7% do estoque de crédito, mas espera que sua margem com cliente oscile de um intervalo de queda de 0,5% a alta de 3%.

O Itaú Unibanco também previu para este ano alta de 5,5% a 8,5% das receitas com serviços e seguros e que suas despesas administrativas subirão de 0,5% a 3,5%.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil (copyright@forbes.com.br).