Bradesco estuda fechar até 200 agências este ano

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O Bradesco já fechou por volta de 565 agências em 2017 (Getty Images)

O Bradesco está estudando o fechamento de até 200 agências este ano em meio a uma revisão de sua rede de 4.750 pontos de atendimento, disse ontem (13) o novo presidente-executivo do segundo maior banco privado do país, Octavio Lazari.

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Após a aquisição de 800 agências brasileiras do HSBC Brasil em 2016, por R$ 5,2 bilhões, o Bradesco fechou por volta de 565 agências em 2017.

Depois de conseguir grandes economias de custos com a aquisição, o Bradesco está agora focado em ampliar receita, disse Lazari, que assumiu o comando do banco na segunda-feira (12).

“Grande parte do aumento das receitas virá do maior número de produtos vendidos por cliente”, disse o executivo à Reuters em entrevista na sede do Bradesco, em Osasco (SP).

O Bradesco quer elevar o número médio de produtos vendidos de 1,6 atualmente para 2 por cliente até o final deste ano, disse Lazari. Ele acrescentou que o banco tem usado ferramentas de análise de dados para identificar quais produtos devem ser oferecidos a cada um de seus 30 milhões de clientes.

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Lazari, 54 anos, foi indicado para a presidência-executiva do Bradesco em fevereiro, em substituição a Luiz Carlos Trabuco Cappi, que passou a presidente do conselho de administração da instituição. As nomeações marcam uma mudança de geração para o Bradesco. O ex-presidente do conselho, Lázaro Brandão, de 91 anos, deixou o posto em outubro.

O novo presidente afirmou que o Bradesco está concentrado em expandir serviços digitais não apenas por meio do banco online Next, lançado no final de outubro e com apelo entre clientes mais jovens, mas também trabalhando conjuntamente com startups de tecnologia financeira, as fintechs.

O novo presidente do Bradesco afirmou que o Next tem atualmente cerca de 80 mil clientes.

Lazari comentou que o orçamento do Bradesco em 2018 prevê um retorno sobre patrimônio estável com a performance de cerca de 18% do ano passado, que ficou abaixo do nível alcançado pelo Itaú Unibanco.

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“Apostamos num Brasil que ia dar certo, mas que infelizmente não deu ainda”, disse o executivo. “Mas não perdemos a crença de que ainda vai dar certo”.

Lazari afirmou que o setor bancário precisa “apreender a conviver com juros baixos” e acrescentou que “não espera que os juros voltem a níveis elevados”.

O novo presidente do Bradesco também disse que a holding Bradespar não tem intenção de vender sua participação na mineradora Vale no curto prazo.

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