Fusão da Fibria e Suzano criará gigante mundial de celulose

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Fusão da Fibria e da Suzano vai criar a maior produtora mundial de celulose de mercado (iStock)

Os acionistas controladores da empresa brasileira de celulose Fibria Celulose concordaram em fundir a empresa com a rival Suzano Papel e Celulose para criar a maior produtora mundial de celulose de mercado, de acordo com um comunicado.

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Os acionistas Votorantim Participações e BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), decidiram a favor da proposta da Suzano, mesmo depois de a rival Paper Excellence ter elevado sua proposta pela Fibria na última quarta-feira (14).

O BNDESPar receberá R$ 8,5 bilhões em dinheiro, bem como ações na nova empresa, que continuará listada em bolsa segundo o comunicado.

A transação está sujeita à aprovação das autoridades antitruste.

O BNDESPar seguirá com participação relevante na empresa resultante da fusão, mas será minoritário, de acordo com o comunicado.

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Os acionistas minoritários receberão dinheiro e ações nos mesmos termos que os acionistas controladores, disse o comunicado, que não forneceu detalhes sobre a oferta.

A Paper Excellence ofereceu R$ 71,50 por ação da Fibria em sua última oferta, acima dos R$ 67 da primeira oferta revelada na segunda-feira (12), disseram fontes à Reuters ontem (15).

O BNDES disse em um comunicado que a oferta da Suzano garantiu o fortalecimento do mercado de capitais. Sob a oferta da Paper Excellence, a Fibria provavelmente teria sido retirada da bolsa paulista.

Fontes familiarizadas com as negociações disseram que outra razão fundamental para que os acionistas se inclinassem para a oferta da Suzano era a preocupação com a falta de financiamento firme pela Paper Excellence, controlada pela família Wijaya, que também é dona da Asia Pulp & Paper Company.

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O BNDES solicitou que a Paper Excellence comprovasse como a oferta seria financiada com documentos bancários. A oferta do grupo de pagar uma multa de US$ 1,2 bilhão caso não obtivesse o financiamento não convenceu o banco.

A Paper Excellence teria que gastar até R$ 40 bilhões para concluir sua oferta em dinheiro.

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