Saiba como será a conexão entre o blockchain e os negócios “reais”

Uma das respostas possíveis é a descentralização (iStock)

2018 está só começando e já dá sinais de ser o ano em que o blockchain será a tecnologia da espinha dorsal da nova geração de criptomoedas. Enquanto os mercados seguem as previsões do Bitcoin e os analistas indicam quanto seria o nosso patrimônio se investíssemos US$ 100 em vários fundos até o fim desta década, a questão principal para a indústria da tecnologia é mais focada na engenharia.

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Mas, se vamos viver em um mundo de muitos blockchains – alguns servindo às criptomoedas e outros atuando com uma nova opção de redes de bancos de dados globais para tudo no planeta -, como será a interconexão do DNA de todas elas?

Descentralização e integração

Uma das respostas possíveis é a descentralização. Se aceitarmos que blockchains agora estão se verticalizando em diferentes zonas de casos de uso, não surpreende ver as empresas de tecnologia tentando nos oferecer plataformas para a construção de aplicativos descentralizados em diferentes redes de blockchains.

Outra resposta é a integração. Estabelecendo-se como uma “plataforma de blockchain inteligente”, a britânica Omnitude é uma companhia de software que constrói conectores e ferramentas para permitir que desenvolvedores de aplicativos se juntem a sistemas de blockchain e legados. Essencialmente, a empresa fabrica middleware (software que conecta partes de outros softwares) para fazer a ponte entre diferentes bancos de dados de blockchain, assim como outros sistemas corporativos e repositórios de dados existentes.

A Omnitude usa o Hyperledger para resolver problemas no blockchain. O Hyperledger é um projeto colaborativo de fonte aberta e ferramentas relacionadas criado pela Fundação Linux, com início em dezembro de 2015. Os típicos “problemas” relacionados ao blockchain incluem checagens de comércio eletrônico em áreas com proteção de identidade e inconsistências na cadeia de suprimentos para companhias que usam a tecnologia para apoiar suas ofertas de produtos e serviços on-line.

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Conectando blockchain inversamente

A Omnitude diz que sua ambição para o blockchain Nirvana inclui a criação de cadeias de produção e suprimento transparentes e responsáveis, redução na fraude nas transações de comércio eletrônico e a habilitação de uma única identidade do cliente para uso em sites de e-commerce conectados.

“O uso do Hyperledger como um protocolo de bloqueio ‘autorizado’ permitirá transações de empresas para consumidores e de empresas para empresas. Ao contrário dos protocolos públicos de blockchain, será uma rede aprovada onde os nós são administrados por organizações ou indivíduos conhecidos da lista branca, com supervisão, neste caso, da Fundação Omnitude”, diz o fundador e CEO da Omnitude, Chris Painter.

O futuro da tecnologia

Embora o foco da Omnitude seja em tecnologias blockchain implantadas no mercado de comércio eletrônico de varejo, há lições de interoperabilidade na companhia que abrangem qualquer aplicação.

A pergunta a ser feita no momento é: quem vai realizar as conexões blockchain? Seria o Chief Blockchain Officer (CBO)? Essa já é uma denominação formal do cargo? Como observado ao longo da matéria, é o programador responsável pelo desenvolvimento dos aplicativos de software que vai trabalhar com as ferramentas para conectar blockchains.

Também é preciso pensar em como vamos conectar negócios focados em sistemas de comércio eletrônico aos blockchains. Essa operação envolverá um bom nível de integração entre as empresas de ecommerce e todos os membros da cadeia de suprimentos. À medida que atravessamos a cadeia de fornecimento digital, teremos que insistir para que qualquer pessoa que queira entrar neste jogo adote tecnologias de gerenciamento de identidade e controles de autenticação.

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