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Sonda Rosetta pousa em cometa e termina missão de 12 anos

A sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia, termina hoje (30) a sua missão de seguir o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko.

A nave iniciou sua queda suicida rumo ao corpo celeste que vem seguindo há mais de dez anos. Foi a primeira vez que um equipamento operado à luz solar chegou tão longe do Sol.

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“A missão Rosetta é uma excelente demonstração do que a colaboração internacional pode fazer”, disse Geoff Yoder, administrador do Science Mission Directorate, da Nasa, e um dos participantes do projeto.

A queda da Rosetta, além do término da missão, trará outros registros inéditos do cometa, incluindo análises dos gases e da poeira próxima à superfície.

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A área escolhida para o depósito da nave não-tripulada, batizada de Ma, abriga crateras de até 60 metros de profundidade.

Em 2014, a 840 milhões de km da Terra, a nave conseguiu chegar à atmosfera do astro. A missão de mais de US$ 1 bilhão registrou informações sobre as rochas, o plasma e a atmosfera da rocha.

Veja cinco momentos da sonda Rosetta na galeria de fotos:

  • Moléculas na atmosfera

    A sonda conseguiu encontrar uma grande variedade de moléculas na atmosfera do cometa 67P. De oxigênio à água congelada a sonda encontrou vários elementos. O glicídio, um aminoácido fundamental para o surgimento da vida na Terra, foi um dos mais importantes encontrados pela Rosetta.

  • Funcionando a altas temperaturas

    Algumas das fotos em preto e branco feitas pela sonda deram a prévia de que o equipamento poderia ser um dos mais resistentes já enviados em uma missão. Em agosto de 2015, a nave enviou imagens do cometa nove dias depois de sua maior aproximação com o Sol. Os cientistas acreditavam que a sonda poderia parar de funcionar nesse período, o que, como as fotos provam, não aconteceu.

  • O barulho de um cometa

    A Rosetta descobriu que o barulho de um cometa se parece com o canto de uma baleia. A sonda registrou o som em 2014, o que ajudou os cientistas a entender como funciona o campo magnético do corpo celeste.

  • Crateras

    A sonda Rosetta documentou mais de doze crateras no cometa desde 2014 e os cientistas ainda não sabem dizer como elas foram criadas.

  • A nave reencontrada

    Um dos momentos mais marcantes da sonda foi quando sua nave terrestre Philae foi encontrada em uma das superfícies do cometa. O equipamento tinha como missão registrar imagens da parte não iluminada do corpo celeste para depois ser recuperado pela sonda. No entanto, quando iniciou sua descida, algumas falhas do sistema fizeram com que o equipamento caísse numa região totalmente diferente da prevista. Neste ano, depois de dois anos, os pesquisadores conseguiram identificar a localização da nave e puderam recuperá-la.

Moléculas na atmosfera

A sonda conseguiu encontrar uma grande variedade de moléculas na atmosfera do cometa 67P. De oxigênio à água congelada a sonda encontrou vários elementos. O glicídio, um aminoácido fundamental para o surgimento da vida na Terra, foi um dos mais importantes encontrados pela Rosetta.

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