7 estratégias fundamentais para um RH moderno

A tecnologia tem impactado fortemente todas as áreas de negócios, e a de recursos humanos não é exceção. Instrumentos complexos como inteligência artificial, big data e chatbot fazem com que os profissionais da área precisem estar cada vez mais conectados para otimizar processos e personalizar o contato com candidatos e funcionários.

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O argentino Leandro Cartelli, gerente de aquisição de talentos da Accenture, resume: “O mundo digital tem realmente impactado tudo o que fazemos nos negócios hoje, e a área em que trabalho não fica de fora.”

Ferramentas mais usuais, como as redes sociais, também têm um papel importante nas mudanças no setor: fazem com que o marketing e os recursos humanos estejam cada vez mais ligados, pois permitem chamar a atenção e atrair os talentos certos para uma determinada empresa.

“A briga pelo talento está cada vez mais forte. Independentemente da taxa de desemprego em cada país, talentos mais específicos e os melhores de cada área são muito difíceis de encontrar”, aponta Felipe Calbucci, diretor de vendas do Indeed.

E isso não é tudo: fatores importantíssimos como a diversidade e a compreensão de sua importância para além do aspecto moral também acrescentam elementos às tarefas de uma equipe de recrutamento.

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Veja, na galeria de fotos abaixo, 7 estratégias fundamentais para um RH moderno:

  • Inteligência artificial

    A geração millennial já corresponde a uma grande parte da força de trabalho, e as gerações ainda mais jovens, totalmente digitais, começam a chegar, o que demanda uma série de novas condutas por parte de uma equipe de recursos humanos. “Eles querem que as coisas aconteçam imediatamente em qualquer lugar onde estejam. Não importa se estão em trânsito, trabalhando de casa, no escritório… Eles querem acesso fácil à informação e querem respostas a qualquer pergunta que possam ter”, explica Cartelli.

    Para lidar com isso, o executivo defende o uso de inteligência artificial. “O chatbot tem sido uma solução para muitas empresas interagirem com seus clientes, mas começamos a aplicar isso no RH, não apenas para engajar com os funcionários, mas também com potenciais talentos”, exemplifica. A ferramenta é muito valorizada por possibilitar uma interação individualizada, sem a necessidade de uma pessoa dedicada a isso.

    Para Calbucci, uma grande vantagem que a inteligência artificial traz para os recursos humanos é a assertividade.

  • Pensamento de longo prazo

    A implementação da inteligência artificial faz com que o RH precise deixar de lado seu caráter de curto prazo, como a necessidade de preencher vagas em abertos o mais rápido possível, para passar a pensar a longo prazo. “É preciso entender que a inteligência artificial só vai ajudar no longo prazo. Ela depende de um algoritmo, que depende de dados para evoluir. Assim, é preciso tempo para receber dados suficientes”, explica Calbucci.

  • Inbound x Outbound

    O recrutamento de talentos pode ter dois formatos: o outbound, que ocorre quando a empresa vai atrás de um candidato, e o inbound, oposto, quando um talento se candidata a vagas na empresa. Segundo Calbucci, no Brasil, o outbound sempre foi mais utilizado pelas equipes de recrutamento. Esse comportamento, porém, parece estar mudando. “As empresas têm buscado trabalhar a marca empregadora para que o talento tenha o desejo de trabalhar lá”, explica.

    Cartelli defende uma abordagem um pouco diferente. Para ele, as duas estratégias são necessárias, e devem ser avaliadas caso a caso.

  • Marca empregadora

    A construção de uma “marca empregadora” consiste em estratégias de marketing com o objetivo de fazer com que os talentos certos tenham vontade de trabalhar na empresa em questão. Apesar de isso não ser novo, é cada vez mais relevante, pois tem crescido a relação entre a marca empregadora e a marca de consumo das companhias.

    “Cada vez mais as pessoas avaliam as marcas de maneira diferente. Elas não olham mais apenas para os produtos, mas também para a cultura, os valores e o que eles representam. Não ter uma boa marca empregadora tem impacto sobre a marca de consumo”, defende Cartelli. Isso porque, para ele, alguém que tenha uma má experiência no processo seletivo de uma empresa tem muitas chances de deixar de ser um consumidor da marca e, além disso, vai compartilhar essa experiência nas redes sociais.

    “O Indeed tem uma pesquisa que diz que 41% das pessoas que avaliam mal a cultura de trabalho em uma empresa ou a experiência no processo seletivo não irão consumir produtos da marca ou indicá-la a outras pessoas”, pontua Calbucci.

  • Marketing

    O marketing e os recursos humanos estão cada vez mais ligados. “É preciso haver muita colaboração para garantir que as estratégias implementadas por ambas as áreas sejam coesas, façam sentido e realmente se ajudem a gerar valor”, explica Cartelli.

  • Diversidade

    A diversidade é um fator muito comentado e já buscado por muitas empresas. Porém, até então, muitas delas enxergam apenas as vantagens morais da diversidade, para “causar uma boa impressão”. “Hoje se enxerga que talentos diversos levam a ideias diversas e, consequentemente, ao crescimento do negócio”, pontua Calbucci. Obviamente, a equipe de recrutamento tem papel fundamental nisso.

  • Benefícios

    Para muitos funcionários, benefícios como vale refeição e vale transporte já não são suficientes. “Principalmente em empresas que ficam em grandes metrópoles, é cada vez mais importante oferecer benefícios como home office ou permitir horários flexíveis”, explica Calbucci.

Inteligência artificial

A geração millennial já corresponde a uma grande parte da força de trabalho, e as gerações ainda mais jovens, totalmente digitais, começam a chegar, o que demanda uma série de novas condutas por parte de uma equipe de recursos humanos. “Eles querem que as coisas aconteçam imediatamente em qualquer lugar onde estejam. Não importa se estão em trânsito, trabalhando de casa, no escritório… Eles querem acesso fácil à informação e querem respostas a qualquer pergunta que possam ter”, explica Cartelli.

Para lidar com isso, o executivo defende o uso de inteligência artificial. “O chatbot tem sido uma solução para muitas empresas interagirem com seus clientes, mas começamos a aplicar isso no RH, não apenas para engajar com os funcionários, mas também com potenciais talentos”, exemplifica. A ferramenta é muito valorizada por possibilitar uma interação individualizada, sem a necessidade de uma pessoa dedicada a isso.

Para Calbucci, uma grande vantagem que a inteligência artificial traz para os recursos humanos é a assertividade.

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