3 dicas para se tornar um chefe revolucionário

Debra Corey, diretora da Reward Gateway e coautora do livro “Build It: A Rebel Playbook for Employee Engagement” (Manual Prático Rebelde para Engajar Funcionários, em tradução livre), trabalhou por mais de 20 anos no RH de um empresa antes de se tornar uma líder, promotora de grandes transformações, capazes de mudar a forma de trabalhar e a postura de sua equipe.

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“Se você me perguntasse há três anos se eu era uma profissional rebelde, eu teria dito que de jeito nenhum. Profissionalmente, fui ensinada a adicionar cor ao meu trabalho, mas sempre dentro dos limites das linhas. No final das contas, eu ainda era mais uma chefe seguidora do que uma revolucionária, infratora de regras”, diz Debra.

Após começar em sua função atual na Reward Gateway, onde ultrapassar limites é um dos valores da empresa, ser boa o bastante já não era suficiente. Debra precisava se sair ainda melhor.

Para impulsioná-la, Glenn Elliott, fundadora da Reward Gateway, convidou-a para dividir a autoria de um livro sobre como conseguir o envolvimento dos funcionários com a rebeldia. “Comecei a aventura, com medo e excitação: medo de não conseguir atender ao desempenho esperado para o meu cargo e como coautora do manual, e excitação por ser desafiada a desenhar fora da caixa e parar de pensar de forma tradicional. Aprendi muito nessa jornada, que espero que inspire outros líderes a se tornarem rebeldes à sua maneira”, diz Debra.

Veja na galeria de fotos a seguir, três dicas de Debra para causar uma verdadeira revolução nos negócios:

  • 1. Crie sua própria definição

    O livro de Debra e Elliott define um rebelde como alguém que desafia o status quo, quebra as regras tradicionais e, fundamentalmente, trata sua equipe de forma diferente. Cada profissional pode interpretar o conceito de forma diversa, a depender do ponto de partida e do quão aberta a mudanças a companhia está. Sobre o assunto, a coautora diz: “No meu primeiro ano em meu atual trabalho, criei um benefício de licença global para quem teve filhos, neutra em termos de gênero, que oferece um ano de afastamento remunerado. Isso soa rebelde ou como algo que eu não poderia fazer em outras empresas onde trabalhei? Absolutamente, sim. Em muitas organizações, o benefício dessa licença global e neutra de gênero é visto como rebeldia.

    Dessa forma, é possível dizer que uma abordagem é melhor que outra? Não. A chave é definir e interpretar as políticas que melhor se adequem à sua cultura, valores e ponto de partida. Simplesmente copiar o que os outros fazem não causa disruptura e revolução, além de ter grandes chances de falhar por não ser o ideal para a sua empresa.

  • 2. Prepare-se para uma maratona, e não apenas uma arrancada

    Trata-se de engajamento de funcionários, e o mesmo se aplica quanto a ser um rebelde no trabalho. A chave para ser um rebelde é estar em constantemente movimento e mudança, o que significa que é preciso dar um passo após o outro até completar a maratona. Isso também significa que, às vezes, podem ocorrer tropeços e quedas, mas é preciso continuar a corrida.

    Inspirada pelo senso de rebeldia dos entrevistados, Debra conta que enquanto escrevia o livro, coordenava a criação de um projeto de reconhecimento de funcionários especialmente revolucionário. O resultado foi o programa MORE, que significa “Moments of Recognition Everyday” (Momentos de Reconhecimento Diário) e inclui uma série de gratificações entre parceiros de trabalho, gerentes e líderes, como forma de ampliar os limites de como e quando reconhecer uns aos outros. “Rebelde, sim, mas, como Glenn me perguntou, rebelde o suficiente? Devo dar mais um passo na maratona e empurrar ainda mais os limites? Foi exatamente o que fiz ao desligar a chave de aprovação em nossa plataforma de reconhecimento e permitir que os próprios funcionários, e não o RH ou os gerentes, decidissem quando e para quem distribuir as gratificações, confiando que os próprios membros da equipe fariam a coisa certa”, diz a diretor.

  • 3. Tenha as ferramentas corretas.

    Assim como você precisa dos sapatos adequados para correr uma maratona, você também precisa do “equipamento” certo para ajudá-lo em sua jornada rumo à disruptura.

    Um exemplo é o seu exército. Você não pode fazer isso sozinho, então, peça ajuda desde o início e faça com que as pessoas trabalhem ao seu lado. Para Debra, ter aliados é fundamental para conseguir seguir adiante. “Se eu não tivesse feito isso com o benefício da licença global para quem teve filhos, teria sido muito diferente. Não era só eu quem lutava por isso em reuniões de aprovação, foi o meu exército rebelde, unido.”

    A próxima peça necessária é a sua bravura, sua “capa rebelde”. É sempre difícil fazer grandes mudanças e lutar por coisas que podem não ser facilmente aceitas nas organizações. Mas lembre por que você faz isso, por quem luta e coloque em prática seus superpoderes para fazer o trabalho.

    No aspecto coragem, Debra compartilha uma experiência pessoal: “Lembro-me de quando propus um desconto online em uma empresa anterior. Meu diretor administrativo disse que não achava que o benefício deveria ser implementado, porque que os funcionários não o usariam. Eu poderia ter recuado facilmente, mas estava confiante de que a novidade seria usada. Então, reuni um grupo de funcionários para me encontrar com o diretor administrativo e compartilhar como eles usariam o voucher e, em 30 minutos, ele mudou de ideia. Foi difícil e um pouco tenso, claro, mas essa abordagem funcionou como um encanto: o benefício foi colocado em prática e realmente fez a diferença”.

    Para Debra, atrever-se a arriscar algo novo e ter aliados que acreditem em suas propostas e possam dar sustentação aos seus projetos são os pontos fundamentais para assumir a figura de um chefe revolucionário. “Eu agora uso minha capa rebelde com orgulho. OK, talvez não literalmente, mas ela está sempre comigo, nos bastidores.”

1. Crie sua própria definição

O livro de Debra e Elliott define um rebelde como alguém que desafia o status quo, quebra as regras tradicionais e, fundamentalmente, trata sua equipe de forma diferente. Cada profissional pode interpretar o conceito de forma diversa, a depender do ponto de partida e do quão aberta a mudanças a companhia está. Sobre o assunto, a coautora diz: “No meu primeiro ano em meu atual trabalho, criei um benefício de licença global para quem teve filhos, neutra em termos de gênero, que oferece um ano de afastamento remunerado. Isso soa rebelde ou como algo que eu não poderia fazer em outras empresas onde trabalhei? Absolutamente, sim. Em muitas organizações, o benefício dessa licença global e neutra de gênero é visto como rebeldia.

Dessa forma, é possível dizer que uma abordagem é melhor que outra? Não. A chave é definir e interpretar as políticas que melhor se adequem à sua cultura, valores e ponto de partida. Simplesmente copiar o que os outros fazem não causa disruptura e revolução, além de ter grandes chances de falhar por não ser o ideal para a sua empresa.

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